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13 janeiro 2022 8:34 pm
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Jenilson Leite quer que os três vereadores socialistas da Capital disputem a eleição deste ano

POR THIAGO CABRAL, DO CONTILNET

Chapa socialista

O deputado estadual e pré-candidato ao Governo do Acre, Jenilson Leite, que também preside o PSB em Rio Branco, quer que os três vereadores do partido na Capital disputem a eleição deste ano. Questionado pela coluna se existia alguma chance dos vereadores participarem do próximo pleito, o deputado foi categórico: “Esperamos que todos”.

Tudo aberto

O deputado só não entregou o jogo sobre as cadeiras que os vereadores podem disputar, se pra deputado estadual ou federal.

Vem forte

A julgar pelo desempenho do PSB na última eleição em Rio Branco, a de 2022, o partido vem forte este ano. Na disputa municipal de 2020 o partido fez três vereadores, a maior bancada da Câmara municipal, junto com o PP e o PDT, que também fizeram três cada um. Sem falar que o partido chegou ao 2º turno da disputa da Prefeitura, com Socorro Neri, que não está mais no partido.

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Juntos, os três vereadores do PSB em Rio Branco tiveram mais de 7.700 votos, um número que pode ajudar e muito a eleger uma boa bancada na Aleac ou abocanhar uma vaga na Câmara Federal. Antonio Morais obteve 2.933 votos, Raimundo Neném 2.555 e Adailton Cruz 2.222.

Passado

O PSB é um partido de vasta história no cenário nacional, e no Acre não é diferente. Em uma passado recente os socialistas já elegeram um senador, Geraldo Mesquita em 2002 e um vice-governador, César Messias em 2010. Além da vice-prefeita da Capital Socorro Neri, que posteriormente assumiu a administração municipal.

Presente

O presente do partido não é tão glorioso como em outrora, mas mesmo assim é de fazer inveja pra muita legenda. Apesar de não ocupar cadeiras disputadas em eleições majoritárias, ter a maior bancada da Câmara de Rio Branco e dois deputados estaduais, Jenilson Leite e Manoel Moraes, não é de se jogar fora.

Futuro

Já o futuro do partido deve ser decido em outubro, nas eleições gerais. Com um pré-candidato ao Governo, é preciso montar chapas fortes para dar não só sustentação na campanha mas também eleger bancadas fortes. O mínimo que o partido precisa almejar é manter as duas vagas na Aleac e eleger ao menos um deputado federal. O último deputado federal pela sigla foi Cesar Messias, que venceu a eleição de 2014 mas não conseguiu se reeleger em 2018. Messias, que é presidente estadual do PSB, deve tentar retornar para a Câmara Federal neste ano.

Disputa presidencial

Mais uma pesquisa eleitoral para à presidência e mais uma vez Lula está na frente. A pesquisa Exame/Ideia foi divulgada na noite desta quinta (13) e mostra Lula (PT) com 41% das intenções de voto no 1º turno, seguido por Bolsonaro (PL), com 24%, e Sergio Moro (Podemos), com 11%. Ciro Gomes (PDT) aparece logo atrás com 7% e João Doria (PSDB) com 4%. Rodrigo Pacheco (PSD) também pontuou, com 1%.

Conforto que incomoda

O ex-presidente Lula tem aparecido nas últimas pesquisas em uma situação muito confortável, praticamente garantindo a vitória no 1º turno em todos os cenários. O problema é que Lula tem tido até agora uma “vida fácil”, os adversários estão mais preocupados em bater em Bolsonaro do que no ex-presidente. Quando a campanha começar de fato, o vento deve mudar e Lula vai dividir com Bolsonaro o papel de saco de pancada dos outros adversários. A partir daí o cenário muda e a vitória no 1º turno pode ficar mais longe.

Palanque

Por falar em Lula, ainda não se sabe qual será o palanque do ex-presidente no Acre. A tendência é que seja o de Jenilson Leite, já que o PSB e PT devem caminhar juntos nacionalmente, com ou sem uma federação partidária. Outro fator que contribui para que esse cenário se concretize é o principal nome do PT no estado, o ex-senador Jorge Viana, tem uma inclinação muito maior pela disputado do Senado do que pela do Governo.

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