29 de maio de 2024

No AC, deficiente físico que perdeu a visão enfrenta dificuldades após complicações do diabetes

O deficiente físico Deusimar Carlos Nery, de 58 anos, pede ajuda da população para que ele volte a recuperar a visão, mesmo que de forma parcial. Ele, que tem diabetes tipo 2, teve uma complicação vascular e precisou ter uma parte da perna amputada. Por conta da doença, a visão dos dois olhos também ficou prejudicada, o que o dificulta de trabalhar e levar o sustento para a esposa e seus seis filhos.

Deusimar mora no bairro Calafate, próximo à escola Kauã Kennedy dos Santos, em Rio Branco (AC), e relatou ao ContilNet que vem sofrendo as complicações do diabetes por quatro anos, quando acabou pisando em um pedaço de vidro no chão de casa. Em decorrência disto, o pé acabou infeccionando e com a posterior necrose, os médicos viram a necessidade de amputar para que ele pudesse continuar vivo.

Casa de Deusimar, onde moram oito pessoas. Foto: Arquivo pessoal.

Segundo ele, uma vizinha que o ajudava com alimentação resolveu gravar um vídeo relatando a situação dele na época. Este vídeo acabou chegando no Ministério Público do Acre (MPAC), que fez uma arrecadação que culminou na compra de uma prótese para a perna no valor de R$6,5 mil.

No entanto, com o problema na visão, ele quase não consegue utilizá-la, uma vez que precisa de apoio de outra pessoa para caminhar sem riscos. “A prótese foi feita, ela está aqui em casa. Eu caminho na frente e tudo mais, mas a minha visão é muito baixa. Eu tinha a visão boa quando saí da Fundhacre, mas foi em agosto de 2020 que ‘pifou’ após uma cirurgia onde o médico aplicou uma dosagem maior de laser. Estou há 1 ano e cinco meses sem a visão”.

Deusimar ganhou prótese do MPAC. No entanto, por conta da baixa visão, não consegue usufruí-la da forma como gostaria. Foto: Arquivo pessoal.

DIFICULDADES

Por conta de todas essas dificuldades, ele está impossibilitado de trabalhar e de sustentar a própria família, sobrevivendo de doações e de um salário mínimo proveniente do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que prevê assistência a idosos e pessoas com deficiência, que é o caso de Deusimar.

Contudo, os R$1.212 mensais não são suficientes para comprar comida, pagar contas e custear outras necessidades básicas. Considerando o cálculo de renda per capita, que soma a renda dos moradores de uma casa e divide para cada “cabeça”, o valor chega a R$151,50. Em decorrência disto, o filho mais velho, de 14 anos, acabou sentindo a necessidade de ir aos sinais de Rio Branco e vender doces para complementar na renda. Foi por conta desta situação, inclusive, que o ContilNet teve acesso a esta história.

Deusimar tem seis filhos e dentre estes, trigêmeas de 11 anos. O mais velho tem 14 anos, que ajuda vendendo doces nos sinais e que não está na foto. Foto: Arquivo pessoal.

ESPERANÇA

Deusimar sonha em voltar a enxergar, mesmo que parcialmente, para que ele possa sair da condição em que está atualmente: a de incapacidade de fazer o mínimo sem necessidade de pedir apoio. Mesmo não sabendo o valor exato da cirurgia de correção, disse que pesquisou na internet e encontrou um local onde realiza o procedimento.

“Fui pesquisando e vi que tem um especialista em retina na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), ele já operou até retina com câncer, que não é o meu caso, já que a minha está deslocada e precisa ser posta no lugar certo. Meu olho esquerdo está cego, e o direito eu enxergo uns 10%. Se eu voltasse a enxergar pelo menos mais 30%, já dá para eu trabalhar”, falou.

Deusimar sonha em recuperar parte da visão para poder se locomover sem ajuda de terceiros. Foto: Arquivo pessoal.

Na tentativa de conseguir algo que lhe dê esperanças, ele resolveu gravar um vídeo e postar na internet para ver se sensibilizaria outras pessoas a ajudarem, seja com doação de roupas e alimentos, seja com a quantia para custear a cirurgia de vista.

“Tenho seis filhos, tenho o BPC mas todo mês é um sacrifício, às vezes falta alimento. Tenho umas pessoas que me ajudam, mas não dá para ficar todo mês assim porque eles também têm os problemas deles”, complementou.

Para ajudar, basta fazer um Pix com chave 190.691.892-91, ou entrar em contato através do telefone (68) 99907-3340.

Assista o vídeo gravado por ele e enviado ao ContilNet:

 

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