MPAC apura falta de profissionais especializados em autismo nas escolas e pede concurso pĂșblico

Por EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET 21/04/2022 Ă s 09:08

O MinistĂ©rio PĂșblico do Acre (MPAC) instaurou um inquĂ©rito civil ainda nesta semana para apurar a ausĂȘncia de professor mediador para pessoas com Transtorno Espectro Autista (TEA) em escolas da rede pĂșblica do Estado.

O promotor RogĂ©rio Voltolini Muñoz destacou em um despacho publicado na edição desta quarta-feira (20) do DiĂĄrio EletrĂŽnico do ĂłrgĂŁo que “com o inĂ­cio dos anos letivos, começaram a surgir representaçÔes na Promotoria de Justiça acerca da falta de professor mediador nas Escolas PĂșblica Estadual e Municipal, sendo cada questĂŁo tratada de forma individual e encaminhados expedientes Ă s respectivas Secretarias”.

“O presente procedimento evoluiu, tendo em vista que o MunicĂ­pio realizou concurso pĂșblico para contratação dos profissionais”, diz o titular.

O MPAC aponta que atĂ© o momento, no que tange ao Estado, nĂŁo foi realizado concurso pĂșblico, tendo realizado somente processos seletivos.

“É que para realizar concurso para esses cargos especĂ­ficos Ă© necessĂĄrio mudar o PCCR, algo complexo porque envolve tambĂ©m sindicatos, tendo o MunicĂ­pio de Rio Branco jĂĄ logrado ĂȘxito nesse particular. Gradativamente esta Especializada vem buscando solucionar essas demandas, sem, contudo olvidar as diligĂȘncias necessĂĄrias para resolver o problema de forma coletiva”, continua.

Ainda em março, o ĂłrgĂŁo expediu uma recomendação que dispĂŽs sobre a necessidade de abertura de concurso pĂșblico direcionado ao Estado do Acre para contratação de professores mediadores, professores de Libras, intĂ©rpretes e cuidadores.

“Logo apĂłs a expedição da referida Recomendação, adveio a suspensĂŁo das aulas tanto na rede pĂșblica quanto na privada em razĂŁo da decretação do estado de calamidade pĂșblica provocado pelo COVID-19.O andamento do procedimento restou prejudicado devido Ă  paralisação das aulas presencias, haja vista que nos anos de 2020 e 2021 as aulas foram realizadas de forma on-line, com as escolas disponibilizando materiais impressos e/ou enviavam no whatsApp dos responsĂĄveis documentos contendo os materiais de apoio e atividades”, esclarece outro ponto do despacho.

O inquérito civil sobre o caso foi prorrogado pela promotoria.

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