O MinistĂ©rio PĂșblico do Acre (MPAC) instaurou um inquĂ©rito civil ainda nesta semana para apurar a ausĂȘncia de professor mediador para pessoas com Transtorno Espectro Autista (TEA) em escolas da rede pĂșblica do Estado.
O promotor RogĂ©rio Voltolini Muñoz destacou em um despacho publicado na edição desta quarta-feira (20) do DiĂĄrio EletrĂŽnico do ĂłrgĂŁo que “com o inĂcio dos anos letivos, começaram a surgir representaçÔes na Promotoria de Justiça acerca da falta de professor mediador nas Escolas PĂșblica Estadual e Municipal, sendo cada questĂŁo tratada de forma individual e encaminhados expedientes Ă s respectivas Secretarias”.
“O presente procedimento evoluiu, tendo em vista que o MunicĂpio realizou concurso pĂșblico para contratação dos profissionais”, diz o titular.
O MPAC aponta que atĂ© o momento, no que tange ao Estado, nĂŁo foi realizado concurso pĂșblico, tendo realizado somente processos seletivos.
“Ă que para realizar concurso para esses cargos especĂficos Ă© necessĂĄrio mudar o PCCR, algo complexo porque envolve tambĂ©m sindicatos, tendo o MunicĂpio de Rio Branco jĂĄ logrado ĂȘxito nesse particular. Gradativamente esta Especializada vem buscando solucionar essas demandas, sem, contudo olvidar as diligĂȘncias necessĂĄrias para resolver o problema de forma coletiva”, continua.
Ainda em março, o ĂłrgĂŁo expediu uma recomendação que dispĂŽs sobre a necessidade de abertura de concurso pĂșblico direcionado ao Estado do Acre para contratação de professores mediadores, professores de Libras, intĂ©rpretes e cuidadores.
“Logo apĂłs a expedição da referida Recomendação, adveio a suspensĂŁo das aulas tanto na rede pĂșblica quanto na privada em razĂŁo da decretação do estado de calamidade pĂșblica provocado pelo COVID-19.O andamento do procedimento restou prejudicado devido Ă paralisação das aulas presencias, haja vista que nos anos de 2020 e 2021 as aulas foram realizadas de forma on-line, com as escolas disponibilizando materiais impressos e/ou enviavam no whatsApp dos responsĂĄveis documentos contendo os materiais de apoio e atividades”, esclarece outro ponto do despacho.
O inquérito civil sobre o caso foi prorrogado pela promotoria.
