A Academia Acreana de Letras (AAL) apresentou, na tarde de hoje (05) a carta resposta que foi enviada, via WhatsApp, da presidĂȘncia interina para o paleontĂłlogo e ex-reitor da Universidade Federal do Acre (UFAC) Jonas Filho. A carta enviada pela ComissĂŁo Eleitoral no dia 27 de junho, mostra de forma clara e precisa, o item do edital que o candidato feriu e que resultou no indeferimento de sua candidatura.
Segundo a professora Dr. ÂȘ LuĂsa GalvĂŁo Lessa Karlberg, âo ex-reitor Jonas Filho quer holofotes. Deixou de entregar a produção intelectual dele, como pedia o Edital. Porque nĂŁo leu o Edital como os demais concorrentes fizeram? Ou julgou ser a AAL uma instituição acĂ©fala, sem Estatuto e Regimento? AAL, nesta gestĂŁo, se conduz, sempre, com zelo, respeito e responsabilidade. A eleição foi conduzida com toda lisura. Lamentavelmente o Dr. Jonas nĂŁo aceita a nĂŁo homologação de sua candidatura como lhe foi explicado por carta, no dia 27 de junho, como atesta o recebimento dele. Reconhecemos ser grande pesquisador, mas nem por isso deve descumprir o Edital. Agora vem jogar pedras numa Academia que tem 85 anos de vida e da qual ele queria fazer parte. Ă lamentĂĄvel e triste esse tipo de comportamento. A AAL sempre foi imparcial. Temos os documentos que entregou como prova da ausĂȘncia de sua produção acadĂȘmica. No entanto, a ComissĂŁo, com toda pressĂŁo recebida, foi muito Ă©tica e agiu em conformidade com o Editalâ, finaliza a Presidente da AAL que se encontra na Europa.
Para o professor Enilson Amorim, Diretor de RelaçÔes PĂșblicas da AAL, âtodos os componentes da ComissĂŁo Eleitoral agiram com bastante lisura, no que pese as eleiçÔes deste ano, principalmente quanto Ă s exigĂȘncias do Edital. Inclusive nossa ComissĂŁo foi bastante enĂ©rgica dando respostas aos demais candidatos que tiveram suas candidaturas indeferidas atravĂ©s de uma Carta Resposta e, nela, identificando o item do edital que o candidato nĂŁo havia cumprido. Entretanto, esperamos que em uma outra oportunidade o nobre professor possa participar do pleito lendo atentamente o editalâ.
SOBRE A AAL
A Academia Acreana de Letras (AAL) Ă© tida como a mais elevada instituição cultural no Ăąmbito do Estado do Acre, sendo fundada em 17 de novembro de 1937. A confraria Ă© composta pelas cabeças mais brilhantes no seguimento das artes e das letras. Na atualidade, a AAL estĂĄ sendo presidida pelo professor e escritor RenĂŁ Pontes, interinamente. A instituição publicou seu edital para a ocupação de 10 cadeiras vacantes no dia 25 de maio e as inscriçÔes tiveram inĂcio nos dias 23, 24 e 25 de junho no Museu do Tribunal de Justiça. JĂĄ os nomes dos candidatos que tiveram suas candidaturas homologadas foram publicados no dia 20 de junho e a eleição aconteceu no dia 30 do mesmo mĂȘs tambĂ©m no Museu do Tribunal de Justiça. Para o escritor RenĂŁ CorrĂȘa Pontes Presidente interinamente da AAL “O indeferimento da candidatura do Dr. Jonas Pereira de Souza Filho, ocorreu porque ele nĂŁo entregou Ă ComissĂŁo Eleitoral sua fortuna intelectual tangĂvel, acorde as exigĂȘncias editalĂcias. A Academia Acreana de Letras (AAL) respeita e valoriza o labor cientĂfico do ilustrĂssimo Dr. Jonas Filho, ex-reitor da UFAC, e espera que ele se candidate em vindouro pleito da AAL, desta vez, entregando o seu material completo Ă ComissĂŁo Eleitoral. Nos regimes democrĂĄticos – quando emprestamos nosso nome Ă eleição – estamos sujeitos a ganhar ou perder. A forma como encaramos isto, tentar outra vez, no tempo certo, no caso de perda, isto sim, farĂĄ toda a diferença”. Seguiremos firmes e cada dia mais fortes e unidos. Damos as boas-vindas aos eleitos. Vamos trabalhar e produzir.
CARTA ABERTA DO PROFESSOR PUBLICADA NO SEU PERFIU DO FACEBOOK
ExmÂș Sr. RenĂŁ CorrĂȘa Pontes
MD â Vice-Presidente da Academia Acreana de Letras, no exercĂcio da PresidĂȘncia.
Senhor Presidente,
Tenho o maior respeito e admiração pela Academia Acreana de Letras, inclusive, no seu quadro de imortais, tenho conhecidos, amigos e minha genitora, Professora Robélia Fernandes de Souza, um nome reconhecidamente importante no fortalecimento dessa Instituição.
NĂŁo obstante, quando me inscrevi para concorrer a uma de suas cadeiras, cheguei, sim, a imaginar que poderia encontrar resistĂȘncia ao meu pleito, visto que identifiquei, entre os membros da ComissĂŁo Eleitoral e Diretoria, pessoas que, notoriamente, possuem divergĂȘncias polĂticas e ideolĂłgicas comigo, resultado de uma convivĂȘncia, nem sempre harmoniosa, no seio da Universidade Federal do Acre (UFAC).
Mesmo assim, entendendo ser essa uma questão que poderia passar ao largo dos interesses da Academia Acreana de Letras, inscrevi-me, em 25/05/22, para concorrer a uma cadeira da AAL. O EDITAL 001 DE 19 DE ABRIL DE 2022 ofertava 10 cadeiras vagas, assim, imediatamente, passei a organizar a documentação devida, inclusive tratei de conseguir uma carta de indicação/recomendação de um dos seus membros que pudesse endossar minhas pretensÔes.
A carta me foi proporcionada pelo ilustre imortal Prof. Dr. JosĂ© Dourado de Souza, a qual atestou minha reconhecida capacidade e comprovada produção acadĂȘmica, cientĂfica e cultural.
A documentação exigida para o certame, toda ela eu entreguei, em local, data e horårio definidos.
Ressalto que o material por mim entregue, no ato da inscrição, foi devidamente conferido (Checklist) pelos membros da Comissão Eleitoral, a saber, o imortal Enilson Lima e a imortal Maria José Bezerra, na minha presença. O material entregue foi aceito sem nenhuma ressalva ou contestação.
A propĂłsito, se algo que faltasse tivesse sido identificado, eu teria ainda tempo suficiente para resolver, uma vez que o perĂodo de inscrição se estenderia atĂ© o fim da tarde daquele dia.
Na ocasiĂŁo, meu objetivo, alĂ©m de bem servir a Academia Acreana de Letras, era emprestar a ela uma larga e comprovada experiĂȘncia adquirida ao longo de toda minha vida profissional, no campo de minha atuação acadĂȘmica, cientĂfica, artĂstica e cultural.
Todavia, embora sem contundente surpresa, em 20/06/22, tomei conhecimento de que a minha candidatura nĂŁo havia sido homologada, sendo a justificativa apresentada, descumprimento do Edital, por minha parte.
No dia 21/06/22, formalizei solicitação, no sentido de que a Comissão Eleitoral me informasse onde exatamente eu havia ferido o Edital.
ApĂłs esperar por sete dias, sendo desses cinco dias Ășteis, em 27/06/22, chegou-me a resposta solicitada, com fundamentaçÔes das quais divergi frontalmente.
Entendi essa demora apenas como sendo por sobrecarga de trabalho da ComissĂŁo.
No dia seguinte, 28/06/22, Ă s 07h41min, entrei com pedido de RECONSIDERAĂAO da decisĂŁo, com base em argumentaçÔes apresentadas, em um breve texto. Ăs 11h50min, do mesmo dia, obtive a informação de que o pedido jĂĄ se encontrava de posse da ComissĂŁo Eleitoral.
Enfatizo, aqui, que a eleição ocorreria em 30/06/22 e, para mim, celeridade era fundamental para a interposição de recurso, caso necessårio.
Até hoje, 04 de julho de 2022, porém, nenhuma resposta me foi ainda apresentada, tendo as eleiçÔes acontecido no dia preestabelecido.
Assim sendo, por pura negligĂȘncia da ComissĂŁo Eleitoral, deixei de gozar de direitos fundamentais, algo que me causou danos irreparĂĄveis.
Prevaricação, desleixo, descaso? Ou rixas polĂticas levadas da UFAC para dentro da Academia Acreana de Letras (AAL)? Ouso elucubrar.
NĂŁo cabendo mais campo de debates no Ăąmbito da Academia Acreana de Letras, os quais me foram negados, nada me resta senĂŁo âchorar o leite derramadoâ.
Tenho mais o que fazer e prioridades pessoais e familiares, razĂ”es pelas quais nĂŁo acionarei a AAL judicialmente. TambĂ©m nĂŁo o farei pelo profundo respeito que tenho por seus membros imortais, notadamente o membro que fez a minha carta de indicação, e minha mĂŁe, que procurei â e, ainda continuo nesse propĂłsito â manter longe desse processo, pois, indubitavelmente, se tivesse sido colocada a par de todo o ocorrido, certamente o consideraria desrespeitoso, injusto, e inadmissĂvel.
O que me resta, então, é lamentar. Lamentar não as minhas perdas e danos, mas o descaso e o desrespeito tão aviltantes. Nem sequer, fui merecedor de uma resposta sobre o meu pedido de reconsideração.
Lamento, profundamente, que a Academia Acreana de Letras esteja sendo gerida por mĂŁos de ferro, compadrio e pensamentos retrĂłgrados, que ainda usa velhas prĂĄticas, onde o que se sustenta Ă© o autoritarismo, nĂŁo o diĂĄlogo democrĂĄtico esperado principalmente em templo de intelectuais.
Esquecidos de que vivemos na era do metaverso, como diz um renomado escritor, também da AAL, amigo meu, a Academia segue, sem nenhum brilho, junto à sociedade.
Compadrio exacerbado, Ă©tica quebrada. O presente certame jĂĄ estĂĄ maculado. NĂŁo pela minha desclassificação, mas por uma sĂ©rie de irregularidades cometidas pela ComissĂŁo Eleitoral/PresidĂȘncia da AAL, das quais destaco:
– Cobrança de taxa de R$ 250,00 depositados em uma conta de pessoa fĂsica;
– EmissĂŁo de carta de recomendação por membro da prĂłpria ComissĂŁo Eleitoral, ou seja: quem recomenda Ă© o mesmo que avalia. Evidente flagrante de parcialidade;
– Mensagem da Presidente da AAL, por meio de sua rede social (facboock), relembrando candidato especĂfico sobre dia e horĂĄrio de entrevista, sem observĂąncia da lei da isonomia;
– Divulgação de imagens, pela Presidente da AAL (em sua rede social – faceboock), de candidatos especĂficos, quando da realização de suas inscriçÔes, sem o devido critĂ©rio da isonomia (princĂpio geral do direito segundo o qual todos sĂŁo iguais perante a lei; nĂŁo devendo ser feita nenhuma distinção entre pessoas que se encontram na mesma situação.).
Irregular ou imoral, nada disso se pode esperar de quem representa a Academia Acreana de Letras.
Por respeito e transparĂȘncia, informo ao Sr. Presidente em exercĂcio, que adequarei o presente documento para formato de uma CARTA ABERTA, e o enviarei para cada um dos membros da Academia Acreana de Letras e a quem possa interessar.
Atenciosamente.
Rio Branco, 04 de julho de 2022.
Prof. Dr. Jonas Pereira de Souza Filho.



