26 de maio de 2024

Em Busca do Tesouro: peça sobre seringueiro atrai mais de 600 pessoas em Cruzeiro do Sul

O Grupo Arvoredo apresenta a jornada de José Gabriel da Costa oferecendo uma visão da cultura dos seringueiros

O espetáculo teatral “Em Busca do Tesouro”, apresentado no último final de semana, 13 e 14 de abril, atraiu cerca de 300 espectadores em cada noite. A peça, financiada pela Fundação de Cultura Elias Mansour – FEM, conta a história do seringueiro José Gabriel da Costa.

A peça conta a história de José Gabriel da Costa, também conhecido como Mestre Gabriel/Foto: Juruá Online

Ao Juruá Online, nomes que fazem parte do projeto falaram sobre a força da jornada retratada nos palcos, além de como a apresentação abre debates sobre esta época e os trabalhadores que a protagonizaram, por meio também de uma roda de conversa conduzida após a obra.

“Além de nos fazer lembrar da importância dos seringueiros, traz a história do Mestre Gabriel, que foi um seringueiro que conseguiu vencer e que trouxe a União do Vegetal”, relata Sofia Gonçalves, de 17 anos, uma das contribuintes da organização.

O Grupo Arvoredo, vinculado ao projeto de extensão Grute-Ufac, encena uma produção baseada em uma ampla pesquisa histórica sobre a formação da Amazônia, destacando a influência dos nordestinos nos seringais durante a Segunda Guerra Mundial.

As apresentações são de classificação livre e gratuitas/Foto: Reprodução

A peça conta a história de José Gabriel da Costa, também conhecido como Mestre Gabriel, nascido em 10 de fevereiro de 1922, em Coração de Maria, Bahia, em uma família católica. 

Desde jovem, mostrou grande inteligência e interesse em assuntos espirituais e religiosos. Aos 22 anos, deixou sua cidade natal para se tornar seringueiro na Amazônia, enfrentando desafios e adversidades.

Talissa, uma das atrizes da peça, compartilhou sua experiência positiva, descrevendo como o processo de preparação a ajudou a se desenvolver tanto artisticamente quanto pessoalmente. 

“Nessa preparação, eu comecei a me perceber mais, perceber meu corpo, minha voz, minha presença nos lugares. Porque para você apresentar no teatro precisa estar atenta. Foi um processo muito bonito, muito rico e muito pessoal”, disse ela.

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