17 de junho de 2024

No Japão, parlamentares se reúnem para investigar óvnis por possível risco à segurança nacional

Parlamentares criaram comissão e pediram ao governo japonês que melhore a capacidade de detectar e analisar “fenômenos anormais não identificados"

Os óvnis devem ser levados a sério e analisados por possíveis riscos à segurança nacional, de acordo com parlamentares japoneses que, na quinta-feira (6), lançaram um grupo de trabalho sobre o assunto no Congresso. O tema até agora tem sido negligenciado pelas autoridades japonesas.

Frame de vídeo divulgado pelo Pentágono mostra objeto voador não identificado (OVNI) nos céus dos EUA. — Foto: US Department of Defense/ASSOCIATED PRESS

O grupo multipartidário de parlamentares japoneses, que inclui vários ex-ministros da Defesa do Japão entre seus cerca de 80 membros, pede ao governo que melhore sua capacidade de detectar e analisar esses “fenômenos anormais não identificados”, conhecidos como UAPs.

“Seria extremamente irresponsável da nossa parte nos conformarmos com o fato de que algo é simplesmente inexplicável e continuarmos a enterrar nossas cabeças na areia” com relação a esses fenômenos, declarou recentemente o ex-ministro da Defesa Yasukazu Hamada.

“No Japão, os óvnis são tradicionalmente percebidos como pertencentes ao reino do ocultismo, que não tem nada a ver com política”, apontou Yoshiharu Asakawa, um deputado de um partido de oposição.

Mas se esses objetos voadores não identificados se revelarem “armas secretas avançadas ou drones espiões disfarçados, isso poderá representar uma grande ameaça à segurança de nossa nação”, acrescentou o parlamentar —do Partido da Inovação do Japão

Nos EUA

A Nasa também coleta dados sobre extraterrestres. Nos Estados Unidos, o principal aliado de defesa do Japão, um escritório dedicado aos UAPs foi criado em 2022 no Pentágono. A inteligência dos EUA e a NASA também coletam e examinam dados nesse campo.

O escritório especializado em óvnis do Pentágono, chamado AARO, disse em março que não havia encontrado “nenhuma evidência empírica” que levasse à conclusão de que alguns discos ou objetos não-identificados eram de origem extraterrestre, ou de que o governo dos EUA estivesse encobrindo tais evidências.

“As investigações determinaram que a maioria dos avistamentos foi resultado de identificação incorreta de objetos ou fenômenos comuns”, e que a maioria dos casos que permanecem misteriosos no momento poderia encontrar uma explicação comum se dados mais precisos estivessem disponíveis, de acordo com esse relatório da AARO.

No início de 2023, o caso de grande repercussão do balão chinês que sobrevoou o espaço aéreo norte-americano ajudou a eliminar a incerteza em torno de certas anomalias aéreas que haviam sido observadas anteriormente, inclusive no Japão.

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