O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a integrar a lista de alvos da CPMI que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), após requerimento que pede sua convocação para prestar esclarecimentos à comissão.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ): Foto: Reprodução
O pedido foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e solicita que o parlamentar seja ouvido sobre possíveis vínculos com o grupo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais articuladores do esquema investigado.
A suspeita levantada pela CPMI envolve uma relação indireta entre Flávio Bolsonaro e o núcleo investigado por meio de Letícia Caetano dos Reis, administradora da empresa Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia desde abril de 2021, ano de abertura do escritório.
O endereço da empresa coincide com o da mansão adquirida pelo senador em março daquele ano, imóvel avaliado em R$ 5,97 milhões. Em entrevistas, Letícia afirmou que foi indicada para o cargo pelo advogado Willer Tomaz de Souza, amigo de Flávio Bolsonaro e figura conhecida no meio político.
Reportagem do portal Metrópoles mostrou que Willer Tomaz promoveu, em 2021, uma festa de aniversário que contou com a presença de Flávio Bolsonaro e de outros nomes da política nacional.
Segundo a Polícia Federal, Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, apontado como sócio do “Careca do INSS” e considerado um dos principais operadores do esquema. A PF afirma que Alexandre atuaria por meio da empresa Camilo & Antunes Limited, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.
A investigação apura se a empresa seria uma offshore utilizada para ocultar patrimônio supostamente incompatível com a renda declarada. Em 2024, a companhia teria adquirido quatro imóveis avaliados em R$ 11 milhões.
Alexandre também atua como contador do Instituto Modal e é sócio de empresas ligadas ao grupo VOGA. Entre os sócios está Paula Batista dos Reis, investigada por movimentações financeiras suspeitas que somam R$ 8,1 milhões.
Além da convocação de Flávio Bolsonaro e de Letícia Caetano, o requerimento pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal da administradora do escritório do senador. O objetivo é identificar movimentações financeiras atípicas e possíveis repasses de pessoas ou empresas investigadas.
Os pedidos serão analisados nesta quinta-feira (5), quando os trabalhos da CPMI serão retomados. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ainda estão previstas 13 sessões antes da votação do relatório final, esperada para o fim de março.
Com informações Metrópoles
