Defesa divulga vídeo e questiona linha do tempo da Polícia Civil no caso Orelha

Imagens mostram cão caminhando após horário estimado da agressão; polícia afirma que versão não invalida investigação

A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha ganhou um novo elemento após a defesa do adolescente apontado como responsável pelas agressões divulgar um vídeo que, segundo os advogados, coloca em dúvida a linha do tempo apresentada pela Polícia Civil.

Imagens do Cão orelha caminhando

Cão orelha/ Foto: Reprodução

As imagens mostram o cachorro caminhando pela vizinhança por volta das 7h do dia 4 de janeiro. Para a defesa, o registro indicaria que o animal ainda estava ativo após o horário estimado pela polícia como o provável momento da agressão, apontado em torno das 5h30 da manhã.

O inquérito policial foi concluído na terça-feira (3), com pedido de internação provisória do adolescente. A defesa nega a participação do jovem nas agressões e sustenta que o vídeo enfraquece os indícios reunidos até agora, alegando ausência de imagens do momento do crime e de testemunhas presenciais.

A delegada responsável pelo caso, Mardjoli Valcareggi, confirmou a autenticidade do vídeo, mas esclareceu que a Polícia Civil nunca afirmou que Orelha tenha morrido imediatamente após a agressão. Segundo ela, a investigação considera que o ferimento evoluiu ao longo de dois dias.

De acordo com a delegada, testemunhas relataram ter visto o cachorro ferido ainda no dia 4, enquanto pessoas envolvidas no resgate informaram, no dia seguinte, que o estado de saúde do animal havia se agravado. Laudos e depoimentos de profissionais que atenderam Orelha indicam que a lesão na cabeça não era instantaneamente fatal, mas compatível com uma agressão ocorrida cerca de dois dias antes da morte.

A Polícia Civil também analisou imagens de câmeras de segurança que, segundo a investigação, apontam contradições no depoimento do adolescente. O caso segue sob apuração.

Por determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), informações como nomes, idades e endereços dos envolvidos não foram divulgadas.

Veja o vídeo:

https://www.instagram.com/reel/DUYAzdkDppg/?igsh=bjZ1YnZxcW5ubzQ1

PUBLICIDADE