Um guia produzido por pesquisadores da Amazônia Legal revelou que o Acre possui registro de mais de 30 espécies exóticas invasoras, animais e plantas que foram trazidos de outras partes do mundo e acabaram se espalhando pela natureza local.
O levantamento faz parte da “Lista de Espécies Exóticas Invasoras da Amazônia Legal”, organizada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Sínteses da Biodiversidade Amazônica (INCT SinBiAm). Ao todo, o estudo identificou 141 espécies invasoras na região amazônica brasileira, sendo 82 animais e 59 plantas.
Entre os exemplos encontrados no estado estão o mosquito da dengue, javalis, ratos, tilápias, abelhas-africanas, além de plantas como braquiária, dendê, eucalipto e jaqueira.

O tucunaré foi introduzido no Acre por meio da Aquicultura e pesca
esportiva | Foto: Stephen LeClair
Segundo os pesquisadores, essas espécies chegam ao Brasil de diferentes formas. Algumas vieram em navios e embarcações, outras foram trazidas para agricultura, pecuária, criação doméstica ou até uso ornamental. Em muitos casos, os animais e plantas escapam ou se espalham rapidamente sem controle.
No Acre, uma das espécies mais conhecidas é o Aedes aegypti, mosquito originário da África e transmissor da dengue. Outro exemplo é o javali, animal introduzido por atividades comerciais e de caça, que pode destruir plantações e afetar espécies nativas.

Mosquito transmissor da dengue | Foto: Reprodução
A lista também inclui animais comuns nas cidades, como pombos, pardais, gatos, cachorros, ratos e camundongos. Apesar de fazerem parte do cotidiano das pessoas, eles podem provocar desequilíbrios ambientais quando se reproduzem sem controle em áreas naturais.

O pardal é nativo da Europa e África Foto: Stefano Spiteri
Entre as plantas invasoras presentes no estado estão a braquiária e outros tipos de capim africano usados na pecuária. De acordo com o guia, essas espécies conseguem ocupar rapidamente grandes áreas e dificultam o crescimento da vegetação nativa.

O capim tiririca é originário da Ásia | Foto: Reprodução
Os pesquisadores alertam que espécies invasoras costumam ter crescimento acelerado, facilidade de adaptação e poucos predadores naturais, o que aumenta o risco para a biodiversidade amazônica. O trabalho reuniu cientistas, instituições e consultas públicas para mapear os principais casos na Amazônia Legal, região que inclui o Acre e outros oito estados brasileiros.
Confira a lista completa de espécies exóticas invasoras existentes no Acre, no site do INCT SinBiAm.



