Decisão da Justiça do Ceará atendeu ao pedido de duas vítimas por exposição do corpo e toques sem consentimento durante dinâmica no evento.
O humorista Tirullipa foi condenado pela Justiça do Ceará a indenizar duas mulheres paraibanas no valor total de R$ 30 mil (R$ 15 mil para cada uma). A sentença refere-se aos episódios ocorridos em dezembro de 2022 durante a festa Farofa da Gkay, quando o artista desamarrou biquínis e tocou em participantes sem autorização durante a simulação da “Banheira do Gugu”.
De acordo com as informações apuradas pela colunista Fábia Oliveira para o portal METRÓPOLES, a decisão foi proferida pela juíza Leila Regina Corado Lobato, da 36ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza.
“Na decisão, a magistrada afirmou que o humorista ‘extrapolou os limites inerentes à atividade recreativa’ ao desamarrar a roupa de uma participante e tocar partes íntimas de outra sem consentimento”, destacou Fábia Oliveira no METRÓPOLES.
Repercussão nas redes e histórico do processo
Conforme detalhado pela apuração de Fábia Oliveira no METRÓPOLES, os desdobramentos do caso pesaram na determinação do valor indenizatório:
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Exposição e Danos Morais: A Justiça entendeu que a viralização dos vídeos do evento nas redes sociais amplificou o constrangimento e o sofrimento das vítimas, que passaram a sofrer chacotas.
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Reconhecimento do Excesso: Em gravações publicadas à época, o próprio réu reconheceu que havia “passado do ponto” durante as dinâmicas da festa.
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Custas e Recursos: Além do montante de R$ 30 mil, o humorista foi condenado a arcar com as custas do processo, cabendo recurso contra a decisão de primeira instância.
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Âmbito Criminal: Em paralelo ao processo cível, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) apresentou denúncia alegando a prática de atos libidinosos sem consentimento contra participantes da comemoração.
Qual foi o valor fixado pela Justiça na condenação do humorista Tirullipa?
A sentença determinou o pagamento de R$ 30 mil em indenização por danos morais, divididos em R$ 15 mil para cada uma das duas autoras do processo.
O que alegou a juíza na sentença contra Tirullipa?
A magistrada ressaltou que o artista ultrapassou os limites do caráter recreativo ao desamarrar partes de roupas e tocar partes íntimas das participantes sem consentimento, agravado pela exposição nas redes sociais.
