Acre apresenta redução de 68% em recursos para projetos de mobilidade urbana

Porcentagem coloca o Estado em sexto lugar dentro de ranking nacional; Alagoas foi o Estado com o maior número de redução

Números obtidos através da lei de acesso à informação mostraram que o Acre possui a sexta maior redução do país de recursos para projetos de mobilidade urbana, sendo ele o primeiro da Região Norte.

De janeiro a outubro, só no Acre houve uma redução de 68,43% no repasse de projetos para a mobilidade nos centros urbanos. Alagoas foi o Estado com o maior número de redução de recursos, de 100%. Logo em seguida, estão Espírito Santo (85,89%); Rio de Janeiro (84,04%); Rio Grande do Norte (81,93%); e Maranhão (78,45%).

Acre possui 68,43% de redução no repasse de projetos para mobilidade nos centros urbanos. Imagem: Reprodução

Além de ciclovias com pouca estrutura, riobranquenses ainda precisam conviver com ruas sem calçadas, postes colocados em lugares pouco estratégicos para pedestres e buracos nas pistas. A Secretaria de Planejamento de Rio Branco diz que a grande dificuldade está na liberação de recursos pelo governo federal. E garante que a capital tem um programa amplo de mobilidade.

“O prefeito, desde que assumiu, tem investido em muitos recursos desde a parte de estruturação do nosso modelo. Nós temos um plano de mobilidade do município e o plano está em execução. Acontece que a partir de 2016, apesar de termos projetos de mobilidade prontos e aprovados pelo governo federal, os recursos do PAC [Plano de Mobilidade Urbana] foram contingenciados. Então, a partir daí, estamos tendo dificuldade de aportar novos recursos para mobilidade urbana”, explica a secretária de Planejamento de Rio Branco, Janete Santos.

Atualmente, a prefeitura trabalha na conclusão das obras de mobilidade ainda relacionadas ao PAC III, que envolvem um contrato assinado em 2014 no valor de R$ 57 milhões e outro em 2016 de R$ 32 milhões. Os dois contratos são para melhoramento de ruas e avenidas, construção de rotatórias, mudança de sinalização de vias e calçamentos.

Em nota, o Ministério das Cidades afirmou que 2017 foi um ano de início de gestão e que é natural que haja diminuição no ritmo de execução. O cenário econômico foi outro fator apontado pelo governo federal para explicar a queda nos recursos para investimento em mobilidade urbana.

Com informações do site G1 Acre

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