Amigos de jovem de 16 anos, assassinado no bairro Oscar Passos, pedem paz em manifestação


Ygor Cavalcante, de 16 anos, foi assassinado no bairro Oscar Passos no último sábado (7)


Alunos da Escola José Rodrigues Leite, se uniram na manhã desta segunda-feira (9), e fizeram uma manifestação pública em frente ao Comando Geral da Polícia Militar com cartazes e frase pedindo paz às autoridades locais após a morte de Ygor Werik de Lima Cavalcante.

Família e colegas da escola de Ygor participaram do ato no Centro de Rio Branco (Foto: Reprodução)

Com apenas 16 anos, Ygor foi mais uma das vítimas da onda de violência que assola o Acre. De acordo com os pais do jovem assassinado no último sábado (7), Ygor não fazia parte de nenhuma organização criminosa e teria ido ao bar perto de onde mora, no bairro Oscar Passos, apenas para comprar um refrigerante quando foi alvejado pelos disparos efetuados por criminosos em uma motocicleta.

Os alunos e professores caminharam da escola até a Praça Plácido De Castro. Em frente ao Comando Geral, levantaram cartazes com fotos do jovem assassinado e balões pretos simbolizando o luto da escola e da família, que ainda estava muito abalada.

Pedidos de paz e segurança foram escritos por alunos da Escola José Rodrigues Leite (Foto: Reprodução)

O professor da disciplina de Artes, Marcos Emídio, informou que a vontade de fazer a manifestação em frente à sede da PM partiu dos próprios alunos, que experimentaram um sentimento de luto ao não encontrar mais o colega na sala de aula.

Ygor Cavalcante foi mais uma vítima da violência no Acre (Foto: Reprodução)

“Ygor era uma pessoa muito tranquila, era um menino que pouco falava. A mídia tentou colocar que ele fazia parte desse movimento, mas ele apenas estava no lugar errado e na hora errada. Nós viemos aqui por vontade dos alunos. Eles estão super angustiados e tristes, era um colega que estudava com eles e a ideia é chamar a atenção pra tudo isso que está acontecendo, pra violência e para essas pessoas que estamos perdendo todos os dias pra violência. É um ato silencioso”, disse o professor.

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