Rio Branco, Acre,


Bocalom lamenta ausência de Gladson em sua campanha e acredita na vitória

"Esperava o apoio do governador, pois ele se elegeu pelo grupo da oposição que eu defendi"

O candidato a prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (Progressistas) participou da rodada de entrevista do ContilNet para falar das eleições municipais deste ano. Segundo ele, seu plano de governo não mudou no decorrer dos anos e acredita que poderá vencer o pleito, mesmo sem o apoio do governador, que se afastou do Progressistas para apoiar a prefeita Socorro Neri (PSB).

“Nesta eleição, eu esperava o apoio do governador Gladson Cameli, pois ele é de nosso partido e se elegeu pelo grupo da oposição que eu defendi por 18 anos. Penso que não ter a presença do governador em nosso palanque será um desfalque. Ouço muito no meio das ruas que ganharemos no primeiro turno”, argumentou.

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Bocalom disse que quando aceitou o convite de dirigir a Emater, foi para ajudar o governo a implantar o agronegócio, bandeira de campanha nas eleições de 2018. O candidato disse que na época não tinha interesse de disputar o pleito eleitoral deste ano. 

“O tempo foi passando, o processo em Brasília não foi julgado e fui então convidado pelo Progressistas e pelo próprio governador a se filiar ao partido. Aguardei até dia 2 de abril, quando tomei a decisão de me filiar ao partido. Me filiei no dia 3, e por orientação do próprio partido e do governador, também me afastei da Emater para me habilitar a uma possível candidatura”, declarou.

O ex-prefeito de Acrelândia frisou que nesta eleição majoritária não irá contar com a presença de sua esposa Elisabeth, que se encontra em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) domiciliar, em Minas Gerais, há 5 anos. De acordo com Bocalom, o sonho de sua esposa era vê-lo eleito em Rio Branco.

“Em todas estas disputas sempre tive minha esposa, minha Rainha Elisabeth ao meu lado, e infelizmente não a terei neste pleito, pois ela encontra-se numa UTI domiciliar em MG há 5 anos. Eu continuo o projeto de ser prefeito de Rio Branco, porque também sempre foi um sonho dela”, contou.

Veja os principais trechos da entrevista

O QUE LHE CREDENCIA A CHEGAR À PREFEITURA DE RIO BRANCO?

A minha experiência como gestor público de sucesso, pois fui prefeito de Acrelândia por 3 vezes, onde pude mostrar que se gastar bem o dinheiro público, sem roubar, o dinheiro dá. Transformamos a antiga vila em uma cidade planejada, limpa, com avenidas largas e canteiros centrais, e que foi considerada durante meus 3 mandatos, como a princesinha do Acre Foi o município que mais gerou empregos; o primeiro Distrito Industrial do interior do Acre; o maior produtor agrícola do Estado com ramais rodando de inverno à verão; a melhor saúde do Acre por 3 vezes; a maior creche pública do Estado; a primeira Escola Rural Centralizada do Acre e da Amazônia; o primeiro Transporte Escolar Gratuito do Acre e da Amazônia; o primeiro campo de futebol oficial com Drenagem Subterrânea do interior do Acre, e muito mais.

Fui Secretário de Agricultura e Pecuária do Estado em 1999 até abril de 2000 quando implantamos o projeto de Defesa Animal – controle da Aftosa, que em apenas 18 meses tiramos o Estado do status de risco reconhecido, passamos pelo alto risco e chegamos ao risco médio e, para nossa alegria, dia 11/08 passado o Ministério da Agricultura reconheceu nosso Acre como livre de Aftosa sem vacinação, podendo agora, exportar carnes para qualquer lugar do mundo; 

Reativamos as unidades de produção de pintos Deum dia e da produção de alevinos; Implantamos o projeto de mecanização agrícola e destruição de sementes selecionadas aos produtores rurais, projeto que foi abandonado pelo governo quando saí do governo. Tenho certeza que a experiência que temos com gestões públicas exitosas acompanhada da ex-deputada federal e esposa do senador Petecão Marfisa Galvão, cuidaremos com muito carinho e dedicação de moda cidade.

O QUE O MOTIVOU A QUERER DISPUTAR AS ELEIÇÕES DESTE ANO?

Na verdade, quando assumi a Emater, em julho do ano passado, à convite do governador Gladson Cameli, não tinha a menor pretensão de disputar as eleições deste ano. Meu foco era ajudar o governo a implantar o projeto do Agronegócio que foi bandeira deste governo, até que o processo que movo no TRE e que já se encontra em Brasília no TSE, para buscar o meu mandato de Deputado Federal, fosse julgado. Quando conversei com o governador, pedi a ele que assumisse o projeto produzir para empregar, que nada mais era do que o estímulo ao Agronegócio, o que de pronto ele assumiu. O tempo foi passando, o processo em Brasília não foi julgado e fui então convidado pelo Progressistas e pelo próprio governador a se filiar ao partido. Aguardei até dia 02 de abril, quando tomei a decisão de me filiar ao partido. Me filiei no dia 03, e por orientação do próprio partido e do governador, também me afastei da Emater para me habilitar a uma possível candidatura. Porém, eu tinha consciência que a candidatura posta à prefeitura de Rio Branco, era a do deputado José Bestene.  Passou um tempo e o próprio deputado José Bestene me chamou e pediu para que eu assumisse a candidatura. Aceitei, e iniciamos o projeto de disputar a eleição para a prefeitura de nossa querida Rio Branco, ancorados na determinação de nosso partido o Progressistas comandado com muita firmeza pela Senadora Mailza Gomes e do PSD também comandado com muita firmeza pelo Senador Sérgio Petecão, além da firmeza e determinação do Deputado Estadual José Bestene.

QUAIS AS SUAS PRINCIPAIS PROPOSTAS PARA A CIDADE DE RIO BRANCO?

Melhorar a saúde (Atenção Básica) fazendo com que o programa de saúde da família seja reativado em 100% de nosso município, nas zonas urbana e rural, com os Agentes Comunitários de Saúde visitando regularmente as famílias. Nossas unidades básicas de saúde, nossos centros de saúde, nossas Urap’s e nossas Policlínicas  estejam abastecidas com medicamentos, e nosso pessoal como atendentes, técnicos, enfermeiros, dentistas e médicos estejam disponíveis em cada local de trabalho de acordo com as necessidades de cada unidade de Saúde. Policlínicas, Urap’s e Centros de saúde, funcionando até as 22:00 hs para atendimento ao trabalhador que não pode deixar seu trabalho durante o dia.

As pessoas precisam ser tratadas com dignidade, muito carinho e compreensão na hora da doença. A prevenção na saúde dava vidas. Implantar em parceria com os governos Federal e Estadual, uma Casa da Passagem para os pacientes que precisam permanecer em nossa capital para tratamentos de Saúde, vindas do interior de nossa capital, bem como de outros municípios, proposta assumida pela Senadora Mailza Gomes em alocar recursos para a construção no Orçamento Geral da União e muitas outras ações. Disponibilizar muito mais vagas em creches, inclusive elevando de 4 horas para no mínimo 9 horas o horário de atendimento àquelas mães ou pais que têm que trabalhar, Implantar transporte escolar decente (Ônibus para as ruas e ramais e, barcos para os rios) para 100% de nossos alunos da zona rural e periferia da zona urbana; Melhorar muito nossa Educação básica I e Infantil, implantando o máximo de Escolas de Tempo Integral; Fornecer Merenda Escolar de qualidade, de preferência produzidas pela comunidade, bem como Material Escolar e Uniformes aos alunos carentes; Implantar mais Escolas Rurais Centralizadas na Zona Rural do Município. Construir, reformar e colocar ar condicionado em todas as salas de aulas das escolas municipais que tenham energia elétrica, dar atenção especial à Educação de alunos especiais, implantar a disciplina de empreendedorismo desde o ensino infantil.

QUAIS AS PRINCIPAIS DIFICULDADES QUE RIO BRANCO TÊM E QUE PRECISAM SER MELHORADAS EM UMA GESTÃO?

Geração de Emprego e Renda; Atendimento mais humanizado e mais rápido aos nossos contribuintes; Revisão das cobranças do IPTU e taxa de iluminação pública; Obras com qualidade e garantias mínima de 5 anos; Mobilidade urbana, dando ampla liberdade para que o cidadão escolha de que forma deseja se deslocar; Funcionamento da Saúde de Atenção Básica como preconiza o Ministério da Saúde; Melhorias na qualidade do Ensino Municipal; Apoio ao Setor Produtivo rural com trafegabilidade nos ramais de inverno a verão, assistência técnica, garantia de beneficiamento, armazenamento e comercialização.

QUAL SUA OPINIÃO SOBRE O ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS? O SENHOR FOI FAVORÁVEL?

Penso que o adiamento foi oportuno, ao mesmo tempo que imagino a dificuldade dos eleitores da zona rural, pois nesta época, as chuvas já estarão bastante fortes.

QUAL A DIFERENÇA DESTA ELEIÇÃO PARA AS OUTRAS QUE O SENHOR JÁ DISPUTOU?

Em outras eleições majoritárias que participei, não existia Financiamento Público de Campanha, como o que existe agora, e as dificuldades financeiras limitou muito nosso enfrentamento com o poderio que o PT tinha, não só financeiro, mas as máquinas públicas da Prefeitura e do governo. Nesta eleição, eu esperava o apoio do governador Gladson Cameli, pois ele é de nosso partido e se elegeu pelo grupo da oposição que eu defendi por 18 anos, porém, ele tomou a decisão de apoiar a prefeita atual, não sei por quais motivos, nos colocando mais uma vez numa luta contra o poder das duas máquinas.

Vamos continuar lutando, na certeza de que o povo é o nosso juiz e, sabiamente, saberá julgar se deve acompanhá-lo ou ficar conosco como forma de reconhecimento de nossa luta ao longo deste tempo todo.  

O SENHOR SEMPRE FALA EM GERAÇÃO DE EMPREGO, QUAIS AS IDÉIAS QUE TÊM PARA CONVENCER O ELEITORADO DESTE ANO?

Eu sempre defendi o projeto Produzir para Empregar porque acredito no poder de multiplicação da riqueza em nossa terra. A riqueza não vai da cidade para o campo, mas sim, do campo para a cidade. Campo rico, cidade rica, campo pobre, cidade pobre. Rondônia, há 30 anos atrás importava Carne de boi, Arroz, Milho, Feijão e derivados de leite do Acre, hoje, o Acre é que importa de Rondônia, fazendo com que geramos empregos lá, e não no Acre.

Quando fui prefeito de Acrelândia por 3 mandatos, segundo o CAGED, entre 2001 e 2006, tivemos um incremento de 156% em carteiras assinadas, graças à política municipal de apoio ao homem do campo e atração de novas indústrias, enquanto Rio Branco, na mesma época, não passou de 12%. Não se gera emprego e renda apenas por decreto, mas, com ações efetivas de apoio ao setor produtivo, seja na área urbana ou rural.

O PROGRESSISTA, SEU PARTIDO, JÁ FECHOU ALGUMAS ALIANÇA?

Sim, com o PSD e o PROS. 

QUAL A IMPORTÂNCIA DE NÃO TER O GOVERNADOR GLADSON CAMELI EM SEU PALANQUE?

Penso que não ter a presença de nosso governador Gladson Cameli em nosso palanque será um desfalque. Por outro lado, será compensado pelo sentimento do eleitorado de que o Bocalom lutou 18 anos contra a Frente Popular, e que agora, ele merece esta chance. É o que estou sentindo nas ruas.

O QUE O SENHOR PENSA DESSE ISOLAMENTO SOCIAL? É FAVORÁVEL? OU ACHA QUE ACABOU COM O EMPREGO DAS PESSOAS?

O isolamento social é uma orientação da OMS. Porém, penso que a informação é de suma importância na saúde preventiva. Ela ficou truncada. Deixou de ser levada ao nosso povo através dos nossos Agentes Comunitários de Saúde, que deveriam ter sido treinados e habilitados pela prefeitura, para em poucos dias, na decretação da Epidemia, terem levados até nossa população, as orientações sobre a doença, seus sintomas e como enfrentá-la, deixando em cada residência um folheto explicativo sobre os cuidados básicos como higienização, o distanciamento, a procura das unidades de saúde ao notar os primeiros sintomas. Enfim, a prefeitura preferiu comunicar com a população pela TV e rádio, muito menos efetivo do que a visita de um Agente. Lembro que em Rio Branco são quase 700 ACS que tem sob a responsabilidade de cada um, aproximadamente 200 domicílios para atender. Com esta ação, as informações e orientações à população teriam chegadas em pouco mais de uma semana e, com certeza, muitos sofrimentos e mortes teriam sido evitadas.

Pelo lado econômico, penso que este isolamento, da forma que foi realizado, matou os negócios de muitos empreendedores informais e formais, gerando uma quantidade enorme de desempregos, que mesmo agora sendo liberados para voltarem às atividades, não estão conseguindo, por estarem endividados e não conseguirem repor seus estoques. Afinal de contas são mais de 5 meses com as atividades econômicas restringidas. Dinheiro não cai do céu, ele vem com trabalho. Quando o governo federal parar com a ajuda financeira, veremos muitas famílias sem ter o que comer.

TENDO EM VISTA OS CANDIDATOS, O SENHOR ACHA QUE TEM CONDIÇÕES DE CHEGAR AO SEGUNDO TURNO, POR EXEMPLO?

Com certeza! Porém, ouço muito no meio das ruas que ganharemos no primeiro turno, em virtude de nossa história de lutas. Nunca desistimos! Nunca nos entregamos! Nunca mudamos o nosso projeto. 

DEIXE UMA MENSAGEM PARA O ELEITORADO SOBRE SUA HISTÓRIA E OBJETIVO COM O POVO CASO SEJA ELEITO

Fui candidato a prefeito de Rio Branco em 2008 obtendo 23% dos votos válidos. Em 2012 disputei novamente a prefeitura alcançando 49,5%. (muitos acham que fomos roubados). Em todas estas disputas sempre tive minha esposa, minha Rainha Elisabeth ao meu lado, e infelizmente, não a terei neste pleito, pois ela encontra-se numa UTI domiciliar em MG há 5 anos. Eu continuo o projeto de ser prefeito de Rio Branco, porque também sempre foi um sonho dela.

Quero fazer um compromisso com o eleitorado de Rio Branco de que vou me dedicar de corpo e alma para realizar uma gestão honesta, transparente e de resultados positivos, sem roubar e não deixar roubar o dinheiro público. 

Quero fazer por Rio Branco, muito mais do que fiz por Acrelândia onde fui prefeito por 3 vezes, onde sempre apliquei bem o dinheiro e nunca fui denunciado por malversação do dinheiro público, além de cuidar bem daquela gente. Sou ficha limpa.

Lembro que Rio Branco tem 34 vezes mais dinheiro que Acrelândia e é claro, muitos mais problemas, porém, com a experiência que adquiri ao longo dos meus 67 anos de vida, faremos, eu e a Marfiza do Petecão, nossa pré-candidata a vice-prefeita, uma Rio Branco muito mais justa e mais humana com seu povo.

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