Depois que o cruzeirense Claudionor da Silva Freitas, de 59 anos, foi contemplado com o fĂgado do mĂşsico Giovanni Acioly, em um transplante realizado na Ăşltima semana, apĂłs a morte do artista – que teve alguns de seus ĂłrgĂŁos doados – a filha de Silva, Marlen, fez questĂŁo de agradecer a famĂlia do radialista em um texto publicado nas redes sociais.
“Primeiramente, meus sentimentos pela perda dolorosa de seu filho. Sou mĂŁe e desde momento que soube do acidente, roguei a Deus por seu filho, mesmo antes de saber que ele faria parte de uma continuada histĂłria na minha famĂlia. NĂŁo pude deixar de invadir um pouco do seu tempo aqui para deixar todo o meu agradecimento pela generosidade de em meio a tanta dor, testemunhar o amor de Deus atravĂ©s de seu filho. Meu pai nesse momento vem se recuperando logo apĂłs o transplante de fĂgado”, escreveu.

Claudionor da Silva Freitas, de 59 anos/Foto: Reprodução
Marlen disse que o pai sempre teve muita vontade de viver. Ele foi surpreendido nos Ăşltimos meses com o diagnĂłstico de câncer e um tratamento pesado que seria necessário para a recuperação. A doação do fĂgado de Giovanni foi uma “benção”, que apareceu no momento certo.
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“Foi uma grande emoção a ligação que recebemos. E meu pai tinha menos de 24 horas para estar aqui em Rio Branco. Saiu Ă noitinha de Cruzeiro do Sul e chegou pela madrugada. Sua vontade de viver sempre foi grande. Ele já vinha lutando com alguns problemas de saĂşde e, em uma Ăşltima consulta, há menos de um ano, descobriu um câncer e seu fĂgado já estava todo comprometido. Ele ja vinha sofrendo bastante. Ele era o segundo da lista. Pedi muito a Deus que o abençoasse. Passei o dia inteiro no hospital rogando a Deus que permitisse que o transplante fosse dele. No fim da tarde, recebemos a notĂcia, a maravilhosa notĂcia de que ele era compatĂvel. Ou seja, de segundo da lista, foi o escolhido por Deus!”, contou.
“A cirurgia que duraria oito horas, deu tĂŁo certo que terminou antes do previsto. A recuperação do meu pai tem sido a resposta de Deus em nossas vidas. E sabemos que tudo isso aconteceu porque vocĂŞs permitiram. Estamos felizes e seremos sempre gratos pelo amor que vocĂŞs demonstraram pelo prĂłximo, ainda mais, no mundo em que vivemos hoje. Meu pai sĂł fala em conhecĂŞ-los e quer muito agradecer”, disse a filha do transplantado Ă famĂlia de Geovanni.
VocĂŞs, com toda a certeza, foram os braços de Deus, pois quando clamamos a Deus com verdade e humildade, os milagres acontecem atravĂ©s de pessoas verdadeiramente humanas. Saibam que meu pai ja está sendo um novo homem. Ele está salvo. […] Obrigada eternamente! Deus sabe o quanto desejei a cura de meu pai. Todos os dias eu dobrava meus joelhos e rogava por misericĂłrdia. Deus os abençoe cada dia da vida de vocĂŞs! Maravilhas vocĂŞs nos fizeram mesmo diante do sofrimento. Obrigada! Obrigada!”, finalizou.
Giovanni morreu em um acidente de trânsito no último dia 1 de novembro, em Tarauacá.

