Assim como a Câmara Municipal de Rio Branco, a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), retornou os trabalhos legislativos nesta terça-feira (3), mas diferente dos vereadores que retomam de forma presencial após o recesso, os deputados continuam com as sessões online.
O deputado estadual Roberto Duarte (MDB) foi um dos primeiros a discursar no pequeno expediente, diretamente do seu gabinete mĂłvel, estacionado no bairro Manoel JuliĂŁo. O parlamentar criticou o fato de as sessões permanecerem online. Ele acredita que o retorno presencial Ă© fundamental. “Teremos muitas pautas importantes para ser tratadas”, justificou.
Duarte disse que antes do inĂcio da sessĂŁo, esteve na manifestação de trabalhadores da Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) e saiu de lá com muitas reclamações e garantiu que estará lutando pela valorização dos profissionais.
Segundo ele, um contrato, que ele tratou como terceirização, com a empresa privada Bioplus Ltda, a qual irá assumir a gestĂŁo da Central de Material e Esterilização e do Centro CirĂşrgico da Fundhacre, custou R$ 10 milhões ao ano. “Mas adivinhem de onde vem essa empresa? vem da repĂşblica de Manaus. NĂŁo Ă© mais nenhuma surpresa nĂŁo Ă©? estou sendo irĂ´nico aqui pois nĂŁo aguento mais dar essa notĂcia aqui na Tribuna, que mais uma empresa de carona vai ser premiada com 10 mil reais”, denunciou.
Em nota, o Governo explicou que a contratação de Empresa Especializada para atender as necessidades da Central e Material e Esterilização/CME e Centro Cirúrgico/CC da Fundhacre segue todos os processos de legalidade, conforme a Lei Federal n.º 8.666/93.
“Tal contratação tem como finalidade auxiliar a instituição a dar vazĂŁo Ă s demandas reprimidas na unidade, sobretudo Ă s cirurgias eletivas no estado do Acre, que tiveram uma redução drástica em 2020 e inĂcio de 2021. Assim, os procedimentos cirĂşrgicos reduzidos causados pela pandemia de Covid-19 prejudicou ainda mais o fluxo das demandas no Hospital”.

