Casal diz ter sido vĂ­tima de homofobia apĂłs ser baleado em Manaus

Por G1 AM 13/09/2021 Ă s 13:55 Atualizado: hĂĄ 5 anos

Emanoel Medeiros Marinho e Jonas Negreiros JĂșnior, ambos de 25 anos, foram baleados na noite do Ășltimo sĂĄbado (11), na Praça do Caranguejo, no Conjunto Eldorado, zona centro-sul de Manaus. O casal afirma ter sofrido ataques verbais, fĂ­sicos e ter sido vĂ­tima de homofobia. O caso foi registrado no 1Âș Distrito Integrado de PolĂ­cia (DIP).

O G1 questionou a Polícia Civil sobre as investigaçÔes do caso e aguarda posicionamento.

De acordo com Emanoel Marinho, ele e o companheiro chegaram à Praça do Caranguejo e, enquanto ele descia para fazer compras em um bar, Jonas parou para estacionar a motocicleta em que eles estavam. Segundo ele, enquanto Jonas estacionava, um homem se aproximou e começou a dizer palavras homofóbicas e xingamentos contra ele.

“O homem parou perto dele e começou a dizer um monte de ataques homofóbicos. Depois desses ataques, o Jonas foi lá pedir respeito e querer entender o que estava acontecendo. Foi aí então que o cara começou a ser agressivo, xingar, e uma senhora que estava com ele alertou que estava armado”, relembra.

Com medo, o casal saiu da praça em busca de uma viatura policial ou Distrito Integrado de PolĂ­cia (DIP) para fazer a denĂșncia.

“A gente pegou a moto e saiu para fazer a denĂșncia, sĂł que ele pegou o carro dele e foi atrĂĄs da gente. Quando paramos uma esquina para fazer o retorno, ele apontou a arma e atirou quatro vezes. Um dos disparos pegou o meu ombro. No Jonas, a situação foi mais grave, o pulmĂŁo dele foi perfurado e a axila dele tambĂ©m foi atingida. AlĂ©m das lesĂ”es, ele tambĂ©m teve hemorragia e ainda estĂĄ internado”, conta.

Emanuel conta, ainda, que no momento do crime, o casal foi auxiliado por pessoas que passavam pelo local e se ofereceram para levĂĄ-los atĂ© o Hospital 28 de Agosto. O estado de saĂșde de Jonas Negreiros JĂșnior Ă© considerado estĂĄvel e ele segue internado.

“É um sentimento de impotĂȘncia, porque a gente sofreu tudo isso sem nunca ter ameaçado alguĂ©m, ter colocado a vida de alguĂ©m em risco. O Ășnico motivo de ter acontecido isso Ă© o fato de a gente ser quem Ă©. É chocante sofrer esse tipo de situação somente por ser quem a gente Ă©â€.

Emanuel também é membro da Associação Manifesta LGBT+, em Manaus. Por meio de nota divulgada nas redes sociais, a associação repudiou os ataques verbais e físicos sofridos pelo casal e afirmou que estå oferecendo suporte jurídico.

Segundo Emanoel, o atirador nĂŁo foi preso.

 

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