Jogador do Corinthians relata ter feito massagem cardíaca em adolescente que morreu

Jovem estava em encontro com atleta quando teve ruptura na região genital, hemorragia interna e parada cardiorrespiratória

Por O GLOBO 08/02/2024 às 19:02

Em novo depoimento, o jogador do sub-20 do Corinthians, Dimas Candido de Oliveira Filho, revelou que, enquanto aguardava o resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), realizou massagens cardíacas para tentar reanimar a jovem de 19 anos, que morreu após o encontro com o atleta. Áudios obtidos pelo GLOBO revelam que socorristas tiveram dificuldades em acessar local onde a vítima estava.

Jogador do Corinthians relata ter feito massagem cardíaca em adolescente que morreu

Jovem de 19 anos morreu após encontro com atleta Dimas Candido de Oliveira Filho, de 18 anos, em apartamento na Zona Leste de SP — Foto: Reprodução

A menina e o jogador estiveram juntos na noite do dia 30, em São Paulo. O advogado, ao GLOBO, questionou a conduta do serviço prestado pelo SAMU e revelou que a vítima precisou ser transportada no elevador do condomínio sem o uso de uma maca, envolta em uma manta e que acabou caindo no chão antes de ser colocada na ambulância.

O prontuário divulgado pelo SAMU alega que o problema foi o prédio onde o jogador mora. Entre a ligação para o SAMU e a entrada no hospital, se passaram mais de 1h30h.

“Chegamos muito rápido ao local (próximo à nossa base), difícil foi chegar ao apartamento dentro do condomínio, com porteiros mal-treinados, difícil acesso e elevador único que estava preso em outro andar”, afirma o laudo. “Enfim, conseguimos acessar a vítima com 18 minutos de parada cardiorrespiratória (PCR). A paciente foi encaminhada da residência em PCR e com sangramento transvaginal volumoso”.

Dificuldades no socorro

O GLOBO teve acesso a áudios de funcionários do SAMU que teriam participado da equipe que socorreu a adolescente. No material, eles relatam a os problemas que tiveram para acessar o condomínio e o apartamento do jogador

— Chegamos em dois minutos no local da ocorrêncis, só que até entrar com a viatura, abrir o portão, passou muito tempo. Paramos em um local onde era preciso entrar no estacionamento para ter acesso ao Bloco 3 e a viatura não passava pela altura. Então, paramos com a viatura um pouco antes, não tinha ninguém para liberar nossa entrada no condomínio — relatou.

Em outro trecho da conversa, a suposta funcionária menciona que precisou andar cerca de 20 metros com os equipamentos de socorro e que ficou aguardando o elevador, já que um deles estava quebrado.

— Enfim, entramos na torre e a gente ficou esperando o elevador, que estava no nono andar, sei lá, sétimo andar. A gente ficou lá embaixo, esperando o elevador chegar — explicou.

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