Calamidade: nĂșmero de mortos pelos temporais no RS sobe para 28

Defesa Civil registra 29 mortes. Outras mortes foram confirmadas por prefeituras, Corpo de Bombeiros, PolĂ­cia Militar e ĂłrgĂŁos locais. Estado tem 60 pessoas desaparecidas e 36 feridas

Por G1 03/05/2024

Subiu para 32 o nĂșmero de vĂ­timas em decorrĂȘncia dos temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde a segunda-feira (29). A Defesa Civil registra 29 mortes atĂ© esta quinta-feira (2). As outras trĂȘs mortes foram confirmadas por prefeituras, Corpo de Bombeiros, PolĂ­cia Militar e ĂłrgĂŁos locais. Veja abaixo.

“Com a mais profunda dor no coração, eu sei dizer que serĂĄ ainda mais do que isso. É porque nĂłs nĂŁo estamos conseguindo acessar determinadas localidades e sabemos de deslizamentos e de inundação, de pessoas que estĂŁo em locais inacessĂ­veis. Infelizmente, esses nĂșmeros vĂŁo ainda aumentar”, diz o governador Eduardo Leite (PSDB).

A Defesa Civil afirma que hå 60 desaparecidos e 36 feridos. O órgão soma cerca de 14,8 mil pessoas fora de casa, sendo 4.645 pessoas em abrigos e 10.242 desalojados. Ao todo, 154 dos 496 municípios do RS registraram algum tipo de problema, afetando 71,3 mil pessoas.

Nesta quinta, o governo federal reconheceu estado de calamidade pĂșblica no estado. Na noite de quarta (1Âș), o governo do estado jĂĄ havia decretado estado de calamidade pĂșblica pelos “eventos climĂĄticos de chuvas intensas”, medida vĂĄlida por 180 dias. As aulas da rede estadual foram suspensas, medida que impacta 700 mil alunos em 2.340 escolas.

Mortes confirmadas pela Defesa Civil: 29

  • Canela (2)
  • CandelĂĄria (1)
  • Caxias do Sul (1)
  • Bento Gonçalves (1)
  • Boa Vista do Sul (2)
  • Paverama (2)
  • Pantano Grande (1)
  • Putinga (1)
  • Gramado (4)
  • Itaara (1)
  • Encantado (1)
  • Salvador do Sul (2)
  • Serafina CorrĂȘa (2)
  • Segredo (1)
  • Santa Maria (2)
  • Santa Cruz do Sul (2)
  • SĂŁo JoĂŁo do PolĂȘsine (1)
  • Silveira Martins (1)
  • Vera Cruz (1)

As mortes divulgadas por outros ĂłrgĂŁos ocorreram em SĂŁo Vendelino (1) e Taquara (2).

Desaparecidos contabilizados pela Defesa Civil: 60

  • CandelĂĄria (8)
  • Encantado (6)
  • Itaara (3)
  • Lajeado (5)
  • Passa Sete (1)
  • Pouso Novo (1)
  • Roca Sales (10)
  • Santa Cruz do Sul (1)
  • SĂŁo Vendelino (2)
  • Sinimbu (1)
  • Marques de Souza (13)
  • Montenegro (1)
  • TeutĂŽnia (3)
  • TrĂȘs Coroas (3)
  • Travesseiro (2)

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta vermelho sobre parte do RS até às 15h desta quinta. A previsão do tempo indica chuvas fortes, com queda de granizo, ventos intensos e descargas elétricas.

Carro Ă© coberto pela enchente na cidade de Encantado, no Rio Grande do Sul — Foto: Diego Vara/Reuters

Carro Ă© coberto pela enchente na cidade de Encantado, no Rio Grande do Sul — Foto: Diego Vara/Reuters

Visita do presidente Lula

O presidente Luiz Inåcio Lula da Silva (PT) viajou ao Rio Grande do Sul nesta quinta. Lula e a comitiva do governo federal desembarcaram na base aérea de Santa Maria por volta de 10h40. Lula se reuniu com o governador, o prefeito de Santa Maria e outras lideranças locais.

Lula prestou solidariedade Ă s famĂ­lias atingidas e prometeu ajuda ao estado, afirmando que nĂŁo faltarĂŁo recursos e que o governo federal vai atuar em conjunto com o governo local.

O MinistĂ©rio do Desenvolvimento e AssistĂȘncia Social informou que vai facilitar o saque e antecipar para 17 de maio os pagamentos do Bolsa FamĂ­lia para beneficiĂĄrios do programa que vivem nas regiĂ”es atingidas pelas enchentes.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, anunciou o envio de recursos do Poder Judiciårio para auxiliar a população afetada pelas as fortes chuvas que atingem o estado.

O que causa os temporais no RS

Os meteorologistas afirmam que os temporais que ocorrem no Rio Grande do Sul sĂŁo reflexo de, ao menos, trĂȘs fenĂŽmenos que ocorrem na regiĂŁo, agravados pelas mudanças climĂĄticas. Nas prĂłximas 24 horas, hĂĄ previsĂŁo de mais chuva.

A tragédia no estado estå associada a correntes intensa de vento, a um corredor de umidade vindo da AmazÎnia, aumentando a força da chuva, e a um bloqueio atmosférico, devido às ondas de calor.

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