Bittar cala, bastidores fervem e o jogo político do Acre entra em suspense – por Juvenal Pimenta

Nos bastidores, o silêncio de Bittar tem sido absoluto

Conhecido por aliados e adversários como um dos mais habilidosos estrategistas políticos do Acre, Bittar segue fiel ao seu estilo | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Conhecido por aliados e adversários como um dos mais habilidosos estrategistas políticos do Acre, Bittar segue fiel ao seu estilo | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A política acreana vive mais um daqueles momentos de suspense que tanto movimentam os bastidores do poder. No centro da cena está o senador Márcio Bittar (PL), que até agora mantém absoluto silêncio sobre a turbulência provocada pela saída do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, do partido.

Conhecido por aliados e adversários como um dos mais habilidosos estrategistas políticos do Acre, Bittar segue fiel ao seu estilo: observar, calcular e agir apenas no momento que considera mais favorável. Nos corredores da política local, a avaliação é de que o senador dificilmente dá um passo sem antes medir todos os cenários possíveis.

Enquanto isso, a disputa por sua posição nas eleições deste ano esquenta nos bastidores. Candidato à reeleição, Bittar tem sido cortejado por diferentes forças políticas. De um lado está o Progressistas (PP), que aposta na candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao Palácio Rio Branco e vê no senador um aliado estratégico de peso para fortalecer o projeto eleitoral.

Do outro lado está o Republicanos, partido do senador Alan Rick, que aparece na liderança em diversas pesquisas de intenção de voto para o governo do Estado. A aproximação também é observada com atenção, já que uma eventual aliança poderia redesenhar completamente o cenário político acreano.

Nos bastidores, o silêncio de Bittar tem sido absoluto. Nem mesmo seus assessores mais próximos se manifestam à imprensa, mantendo a mesma postura reservada adotada pelo senador. A estratégia é clara: falar apenas quando houver uma decisão tomada.

No Progressistas, a expectativa é de que a definição ocorra ainda nesta semana. Dirigentes do partido aguardam ansiosamente uma sinalização de Bittar sobre a possibilidade de caminhar ao lado de Mailza Assis na disputa pelo governo.

Enquanto isso, o prefeito Tião Bocalom trava sua própria batalha política em Brasília. O objetivo é garantir abrigo no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), legenda pela qual já disputou diversas eleições ao longo de sua trajetória política.

Assim, enquanto os holofotes se voltam para os próximos passos de Bittar, o tabuleiro político do Acre segue em plena movimentação. E, como dizem os mais experientes observadores da política local: quando Márcio Bittar fala pouco, é porque está pensando muito e preparando o próximo movimento.

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