Pesquisadores descobrem possível canibalismo entre diferentes populações de orcas no Pacífico

Análise de restos encontrados na costa russa indica ataques de orcas de Bigg contra orcas residentes

Estudo publicado em revista científica sugere que duas populações de orcas podem praticar predação entre si.
Estudo publicado em revista científica sugere que duas populações de orcas podem praticar predação entre si/ Foto: Reprodução

Pesquisadores identificaram indícios de comportamento predatório entre diferentes populações de orcas após a descoberta de duas barbatanas com marcas de mordidas encontradas ao longo da costa da Rússia. As análises indicam que os restos pertenciam a orcas residentes e que os ferimentos foram causados por outra população da mesma espécie.

Segundo o estudo, as barbatanas analisadas pertencem às chamadas orcas residentes, classificadas como Orcinus orca ater. As marcas de dentes, no entanto, apontam que os ataques teriam sido realizados por indivíduos da população conhecida como orcas de Bigg, cientificamente chamadas de Orcinus orca rectipinnus.

Estudo publicado em revista científica sugere que duas populações de orcas podem praticar predação entre si.

Análise de restos encontrados na costa russa indica ataques de orcas/ Foto: Reprodução

Ambas vivem em áreas semelhantes do Oceano Pacífico Norte, mas apresentam comportamentos distintos. As orcas residentes costumam viver em grupos grandes e se alimentam principalmente de peixes. Já as orcas de Bigg possuem hábitos mais solitários ou em pequenos grupos e são predadoras de outros mamíferos marinhos, como golfinhos, focas e até baleias.

Para os cientistas, a organização social das orcas residentes pode estar relacionada justamente à necessidade de proteção contra possíveis ataques das orcas de Bigg, consideradas predadoras mais especializadas em mamíferos.

Estudo publicado em revista científica sugere que duas populações de orcas podem praticar predação entre si.

Para os cientistas, a organização social das orcas residentes pode estar relacionada justamente à necessidade de proteção/ Foto: Reprodução

A investigação começou após duas barbatanas com marcas claras de dentes serem encontradas na costa russa, uma em 2022 e outra em 2024. Os vestígios levaram pesquisadores a suspeitar que as duas populações podem interagir de forma mais agressiva do que se imaginava.

O estudo foi liderado pela pesquisadora Olga Filatova, da Universidade do Sul da Dinamarca, e teve os resultados publicados no início de fevereiro na revista científica Marine Mammal Science.

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Até então, o entendimento predominante entre os especialistas era que as duas populações, apesar de viverem na mesma região do oceano, mantinham distância uma da outra. A nova descoberta, porém, sugere que esses encontros podem resultar em predação ocasional entre os grupos.

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