Toffoli deixa relatoria do caso do Banco Master

Decisão foi anunciada após reunião da Corte e nota assinada por dez ministros; processo será redistribuído pelo presidente Edson Fachin, com André Mendonça sorteado como novo relator

Getty Images

O ministro Dias Toffoli deixou, nesta quinta-feira (12), a relatoria do processo que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi oficializada por meio de uma nota conjunta assinada pelos dez ministros da Corte, após uma reunião administrativa. O caso agora segue para o presidente do STF, Edson Fachin, que promoveu a redistribuição livre, resultando no sorteio do ministro André Mendonça como novo magistrado responsável.

A nota oficial destaca que a saída ocorreu a pedido do próprio Toffoli, visando o “bom andamento dos processos” e atendendo a “altos interesses institucionais”. Apesar da mudança, os ministros declararam que não há suspeição ou impedimento contra o magistrado, validando todos os atos praticados por ele até o momento.

Apoio Institucional e Validade de Atos

O comunicado emitido pelo STF buscou blindar a imagem de Dias Toffoli, reforçando que sua conduta atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

  • Inexistência de Suspeição: Os ministros afastaram o cabimento de arguição de suspeição baseada no Código de Processo Penal e no Regimento Interno do STF.

  • Apoio Pessoal: O texto expressa “apoio pessoal” à dignidade do ministro e reafirma a validade da Reclamação n. 88.121 e processos vinculados.

  • Redistribuição: A transferência do caso visa extinguir a Arguição de Suspeição (AS) e garantir a continuidade das investigações sob uma nova relatoria.

Entenda o Caso Banco Master

A saída de Dias Toffoli ocorre em um momento de alta tensão após a PF entregar ao ministro Edson Fachin relatórios extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Ponto Chave Detalhes da Investigação
Citações na PF Mensagens no celular de Vorcaro mencionam supostos pagamentos ao ministro.
Valores Citados Investigadores apuram relato de pagamento de R$ 20 milhões à empresa de Toffoli.
Conexão Tayayá PF investiga aportes de R$ 4,3 milhões no resort que pertenceu à família do ministro.
Polêmica do Jatinho Toffoli viajou para a final da Libertadores com um dos advogados de defesa do banco.
Decisão Recuada O ministro chegou a lacrar provas da PF no STF, mas recuou após forte reação da corporação.

A “tempestade” de citações a políticos e magistrados no aparelho de Vorcaro é comparada por investigadores ao volume de dados da Operação Lava Jato. Com a entrada de André Mendonça na relatoria, a expectativa é que a Polícia Federal recupere a autonomia plena sobre os materiais periciados, sem as restrições anteriormente impostas pela decisão de Toffoli, que exigia acompanhamento de agentes designados pelo gabinete do ministro.

Fonte: CNN Brasil

Redigido por: ContilNet

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