Governo destina cestas básicas e colchões para famílias atingidas por cheias

Órgãos estaduais iniciam protocolos para reduzir impactos de uma seca histórica prevista pelos institutos de monitoramento

Governo destina cestas básicas e colchões para famílias atingidas por cheias
SEASDH e Defesa Civil alinham estratégias de atendimento para cidades em estado de emergência
📸 Foto: Deyse Cruz/SEASDH

O Governo do Acre intensificou, nesta terça-feira (7), a articulação entre as pastas de assistência social e segurança para enfrentar os extremos climáticos que atingem o estado. Em reunião na sede da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), equipes da Defesa Civil Estadual alinharam o fluxo de suporte aos municípios que sofrem com as cheias, ao mesmo tempo em que desenharam as primeiras estratégias para uma seca que promete ser severa em 2026.

A prioridade imediata é o socorro às famílias que perderam o acesso às suas casas devido à elevação dos rios. Através do Sistema de Gestão de Calamidades (Sigase), o Estado monitora em tempo real o volume de desabrigados para garantir que insumos como água, alimentos e dormitórios cheguem com agilidade aos pontos críticos.

Governo destina cestas básicas e colchões para famílias atingidas por cheias

Governo do Acre envia donativos para famílias desabrigadas em Cruzeiro do Sul devido à cheia do Rio Juruá./ Foto: Deyse Cruz/SEASDH

Socorro no Juruá

Como parte dessa ofensiva humanitária, o governo autorizou o envio imediato de 200 cestas básicas e 100 colchões para Cruzeiro do Sul, onde o Rio Juruá apresenta um cenário crítico. A assistência atende cerca de 50 famílias  aproximadamente 268 pessoas que estão instaladas em abrigos públicos, com atenção especial às comunidades indígenas que também foram severamente afetadas.

Governo destina cestas básicas e colchões para famílias atingidas por cheias

Planejamento para enfrentar seca severa começa a ser discutido pelas secretarias estaduais/ Foto: Deyse Cruz/SEASDH

A governadora Mailza Assis destacou que o sistema de resposta está em alerta total. “O atendimento começou por Cruzeiro do Sul, mas nossa estrutura está mobilizada para alcançar todas as cidades atingidas, garantindo o suporte necessário aos mais vulneráveis”, pontuou.

O Desafio da Estiagem

Apesar da urgência das águas, o governo trabalha com o “olhar no amanhã”. Diante de previsões que indicam uma seca extrema nos próximos meses, o coordenador da Defesa Civil, coronel Batista, ressaltou que a antecipação é o único caminho para evitar desabastecimentos. “Já iniciamos o planejamento para as respostas eficazes ao cenário de estiagem severa que os órgãos de monitoramento apontam”, explicou.

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A diretora de Assistência Social, Siomary Benevides, reforçou que o trabalho é ininterrupto. Além dos itens de primeira necessidade, o Estado foca no suporte logístico para mitigar os impactos na mobilidade e na agricultura de subsistência, setores que costumam ser os primeiros a sofrer tanto com as cheias quanto com a falta de chuvas.

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