O feriado de Páscoa no Palácio da Alvorada transformou-se em um novo embate político nesta terça-feira (7/4). O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou um requerimento de informação direcionado ao Ministério do Meio Ambiente para apurar se a primeira-dama, Janja Lula da Silva, cometeu crime ambiental ao preparar carne de paca para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A ofensiva da oposição foca na proibição da caça do roedor pelo Ibama e exige a comprovação de que o animal tenha vindo de um abatedouro autorizado.
De acordo com o portal Metrópoles, o parlamentar bolsonarista também solicitou o envio de uma notícia-fato ao Ministério Público para averiguar eventuais irregularidades contra a fauna silvestre brasileira, alegando a necessidade de aplicar a legislação de forma “uniforme e impessoal”.
A defesa e a origem da carne
Diante da repercussão negativa nas redes sociais, Janja utilizou suas plataformas digitais para esclarecer a situação e negar qualquer ilegalidade no almoço presidencial.
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Procedência Legal: A primeira-dama afirmou que a paca foi um presente enviado por um produtor devidamente legalizado junto aos órgãos competentes.
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Criadouros Autorizados: Ela ressaltou que a comercialização da carne de paca é permitida no Brasil, desde que o animal seja proveniente de criadouros certificados pelo Ibama, citando inclusive reportagens recentes sobre o tema.
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Isonomia e Legalidade: Enquanto Sóstenes prega a fiscalização rigorosa, a defesa de Janja foca na transparência do ato, tratando o episódio como uma tentativa de desgaste político sobre um hábito gastronômico lícito.
Resumo da polêmica: caso paca (abril 2026)
Confira os pontos centrais do requerimento protocolado na Câmara dos Deputados:
| Ponto do Embate | Detalhes Oficiais |
| Protagonista | Rosângela ” Janja ” da Silva |
| Autor do Pedido | Sóstenes Cavalcante (Líder do PL) |
| Órgão Acionado | Ministério do Meio Ambiente |
| Suspeita Alegada | Crime contra a fauna silvestre |
| Justificativa de Janja | Presente de produtor certificado pelo Ibama |
| Status Atual | Requerimento de informação protocolado |
A iniciativa do PL visa assegurar que não houve privilégios no consumo do animal, cuja caça predatória é severamente punida no país. Segundo o levantamento do Metrópoles, o Ministério do Meio Ambiente agora terá um prazo legal para responder aos questionamentos sobre a fiscalização de criadouros na região onde a carne foi obtida.
O episódio reforça a polarização política em Brasília, onde até mesmo detalhes da rotina privada no Alvorada tornam-se ferramentas de fiscalização e disputa de narrativas entre o governo e a base aliada do ex-presidente.
