O MDB deve definir ainda nesta semana se permanece na base da governadora Mailza Assis, com a possibilidade de indicar o candidato a vice-governador, ou se passa a integrar o grupo político liderado pelo senador Alan Rick na disputa pelo Governo do Acre em 2026. A informação foi confirmada ao ContilNet nesta quarta-feira (17) por uma das principais lideranças do partido, o ex-deputado federal João Correia.
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Na semana passada, a política acreana foi surpreendida por especulações sobre um possível rompimento entre o MDB e o governo estadual. Posteriormente, integrantes da executiva do partido confirmaram a existência de insatisfações que poderiam levar a legenda a apoiar a pré-candidatura de Alan Rick.
Parte do MDB alega que alguns acordos firmados no início da aliança não foram cumpridos, especialmente em relação à ocupação de espaços na estrutura do governo. O grupo ligado à governadora, por sua vez, sustenta que não há pendências na relação e afirma ter atendido às demandas apresentadas pelo partido.
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Reunião sigilosa com equipe de Mailza
João Correia confirmou que integrantes da executiva do MDB se reuniram com interlocutores da governadora no último domingo (14). Segundo ele, o conteúdo do encontro permanece sob sigilo para preservar as negociações em andamento.
“A gente teve a reunião com interlocutores da governadora no domingo. Como era uma construção política, combinamos manter isso sob sigilo para que possamos apresentar algo mais consistente adiante”, afirmou um dos dirigentes mais experientes da legenda.
Conversa entre Jéssica e Alan Rick
Correia também confirmou informações que circulavam nos bastidores sobre uma conversa ocorrida nesta semana entre a ex-deputada federal Jéssica Sales, apontada por aliados do governo como possível candidata a vice de Mailza, e o senador Alan Rick. O local e a data do encontro não foram informados.
A reunião aumentou as especulações sobre a possibilidade de Jéssica compor a chapa do senador como candidata a vice-governadora. Segundo Correia, o conteúdo da conversa deverá ser apresentado à cúpula do MDB antes da tomada de decisão.
De acordo com ele, a executiva pretende ouvir Jéssica nos próximos dias para avaliar os desdobramentos do encontro e definir os próximos passos da legenda.
“Estamos aguardando que ela relate essa conversa para que possamos avaliar o cenário e definir o melhor caminho para o partido”, disse.
MDB deve bater o martelo ainda nesta semana
João Correia afirmou que as conversas com o grupo da governadora e os esclarecimentos de Jéssica Sales devem permitir que o MDB avance para uma definição ainda nos próximos dias.
“Eu acredito que, após ouvirmos a Jéssica e avaliarmos todas as informações, teremos condições de deliberar. A expectativa é de que haja um indicativo ainda nesta semana”, declarou.
O ex-deputado também revelou que Jéssica teria solicitado um prazo para responder a Alan Rick, embora tenha ressaltado não possuir detalhes sobre o assunto.
“Ouvi falar que ela teria pedido um tempo para responder ao Alan, mas não acompanhei essa parte da conversa e prefiro não comentar aquilo que não está ao meu alcance”, afirmou.
Correia também demonstrou preocupação com a movimentação dos grupos políticos que disputam o apoio do MDB.
“Há muita gente se articulando dos dois lados. O ideal é que a situação seja resolvida politicamente, sem criar dificuldades desnecessárias dentro do partido”, acrescentou.
Deliberação
O dirigente voltou a afirmar que a definição pode ocorrer ainda nesta semana.
“Já tivemos a reunião com o grupo da governadora no domingo. Agora precisamos ouvir a Jéssica e, a partir dessas informações, promover um debate interno para chegar a uma posição”, explicou.
“Que o MDB escolha o caminho menos danoso”
Ao comentar o momento vivido pela legenda, João Correia defendeu que a decisão seja tomada com cautela para evitar prejuízos políticos ao partido.
“Vamos apresentar às instâncias partidárias todos os encaminhamentos. Tudo pode acontecer, inclusive nada”, brincou.
Em seguida, ressaltou que qualquer escolha trará consequências.
“Toda escolha implica uma renúncia. O que eu gostaria é que o MDB saísse o menos ferido possível desse processo e que conseguíssemos fazer a escolha menos danosa. Qualquer caminho terá consequências partidárias e municipais. O que nos resta é pedir sabedoria para conduzir o partido ao melhor porto possível”, concluiu.





