Acreano Francimar “Bodão” encara americano Gian Villante no UFC 220

Esta é a terceira luta confirmada com lutadores brasileiros para o evento, que será realizado em janeiro de 2018, nos Estados Unidos

O UFC anunciou mais uma luta com brasileiro para o card do UFC 220. Trata-se de Francimar Barroso, que enfrentará o norte-americano Gian Villante em duelo pelos meio-pesados, no dia 20 de janeiro, em Boston.

O lutador “Bodão” busca se recuperar de derrota sofrida no UFC Roterdã, em setembro deste ano. Na ocasião, o Brasileiro perdeu por decisão unânime para o austríaco Aleksandar Rakic.

Situação parecida vive Gian Villante, que vem de dois reveses seguidos. O últimos deles em julho, frente a Patrick Cummins, quando foi derrotado na decisão dividida dos juízes.

Esta é a terceira luta confirmada com lutadores brasileiros para o card do UFC 220. Anteriormente, o UFC já havia anunciado os duelos entre Islam Makhachev e Gleison Tibau, nos pesos-leves, e Dustin Ortiz e Alexandre Pantoja, no peso-mosca.

Em visita a Xapuri, Bodão relembra como iniciou sua paixão pela luta/Foto: Kennedy Santos (Secom)

Quem é Bodão?

Dono do nocaute mais rápido da história, Francimar Bodão é um dos lutadores de MMA com maior notoriedade do Brasil. Nascido no Acre, em uma colocação chamada Patoá, interior do município de Xapuri, ele viveu seus primeiros anos com mais oito irmãos, pai e mãe.

Aos seis anos de idade, os pais decidiram se mudar para a comunidade da Sibéria, local em que todos os filhos pudessem ter acesso aos estudos. Considerada uma criança levada, o mais velho dos meninos sempre se envolvia em briga na escola. Foi quando, aos 10 anos, viu uma academia de artes marciais que lhe chamou a atenção.

Francimar passou a frequentar a academia em todo o contraturno escolar. Logo, estava ajudando a puxar treino junto com o professor e viajar para Rio Branco para outras competições. Aos 18 anos, percebeu que não tinha mais condições de arcar com as despesas de viagem e decidiu se mudar de vez para Rio Branco.

“Foi uma época difícil. Eu trabalhava a madrugada inteira como segurança de festas e treinava durante o dia. Saía andando do Tancredo Neves, onde morava com minha irmã, até o centro. Era uma rotina puxada, mas eu tinha o ideal de chegar longe, e isso me dava forças”, afirma o lutador.

Aos 20 anos, teve sua primeira competição nacional, na qual venceu o já renomado lutador Antonio Pezão. A luta garantiu que seu nome fosse reconhecido nesse meio, principalmente na Região Norte. Com isso, passou a dar aulas em uma acadêmia de Brasileia e, após seis meses, surgiu o convite para ir até Fortaleza (CE), lutar em uma competição regional do Nordeste.

Lá, morou por dois anos e depois decidiu mudar-se para Porto Alegre (RS), local em que ficou por um ano e meio. Voltou ao Acre para visitar a família e logo surgiu a oportunidade para ir até o Rio de Janeiro. Com as competições em diversas cidades brasileiras, passou a ser reconhecido também internacionalmente. Lutou em diversos locais, como Estados Unidos, Oriente Médio, Holanda e Emirados Árabes, local em que conseguiu o recorde de nocaute mais rápido da história do MMA: 2,5 segundos.

A convite do príncipe da Jordânia, mudou-se por dois anos para aquele país, onde treinava o exército e dava aulas particulares à equipe da corte. “Foi neste momento que percebi o quão longe já tinha chegado. Com o salário, consegui me estabelecer, comprar um carro, apartamento e fazer minhas economias”, conta Francimar.

Hoje Bodão tem 37 anos de idade, ostentando um cartel de 19 vitórias e apenas 6 derrotas no MMA. Ele tem um centro de treinamento em Rio Branco em tem conseguido se manter em alto no nível no Ultimate Fighting Championship (UFC), o maior evento de lutas da atualidade.

Com informações do UFC e da Agência de Notícias do Acre

comentários

Outras Notícias

Veja também