Rio Branco, Acre,


Duarte Jr. nega haver petistas no governo: “São servidores efetivos recebendo gratificações”

Parlamentar do MDB garante que apenas secretários, diretores e chefes de departamento foram nomeados até agora

Do contra

A deputada estadual eleita Meire Serafim, a seguir de fato a orientação do marido, o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, haverá de compor a bancada de oposição ao governador Gladson Cameli (Progressistas) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

Pavio curto

Pelo que se conhece do caráter de Mazinho, depreende-se que ele não voltará atrás no propósito de confrontar o antigo aliado. O tom dos pronunciamentos que fez, após ser preterido na indicação dos cargos no Núcleo da Secretaria de Estado de Educação no município, foi duríssimo. E não faltaram xingamentos ao governador.

Democrático

Perguntei aos meus botões se Meire Serafim incorreria em infidelidade partidária caso mantivesse, na Aleac, postura adversa da posição do seu partido. E fui me aconselhar com fonte que entende do assunto. A resposta foi ‘não’.

Exceção

A deputada não apenas terá autonomia para criticar o governo da tribuna da Assembleia, como também poderá votar contra projetos de interesse do Executivo, desde que a direção regional do MDB não feche questão em relação a eles. Minha fonte me assegurou que a parlamentar só incorrerá em infidelidade partidária, sujeitando-se às penalidades previstas no estatuto da sigla, caso desobedeça, nas votações, à orientação do diretório estadual. O que não costuma ocorrer no MDB desde que se chamava PMDB.

Silêncio intrigante

Alvo da virulência de Mazinho, Gladson Cameli não disse uma só palavra em resposta aos ataques que sofreu. Diante disso, sou capaz de apostar que o governador terá a pachorra de esperar até as eleições de 2020, quando tentará dar o troco ao desafeto, apresentando um candidato de sua confiança para concorrer à prefeitura de Sena Madureira. A disputa vai ser acirrada.

Apócrifo

Recebi cópia de uma mensagem atribuída a uma promotora de Justiça do Ministério Público do Acre, cujo nome não vou citar por não ter conseguido checar a veracidade da autoria. Mas o conteúdo é tão destemido como o estilo me soa familiar. Supostamente enviado à atual procuradora-geral de Justiça, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, o texto tece duras críticas aos gastos do MPAC.

Folha de pagamento

Após mencionar eventual “atraso do pagamento do subsídio do mês de janeiro”, a mensagem afirma que há anos o Ministério Público “vem notoriamente gastando muito e gastando mal”. E em seguida pondera: “Quantos jornalistas, policiais, servidores dos órgãos de administração superior estamos ostentando há anos? Quantos gastos supérfluos num ambiente de escassez de recursos temos mantido?”.

Fartura de diárias

Mais adiante se pode ler o seguinte: “O que o MP tem feito, desde que a crise no Brasil foi intensificada, para adequar suas despesas ao orçamento real? Poderíamos tirar recursos da saúde para melhorarmos o nosso repasse? Quanto tempo levaremos para adequar nossas contas ao mundo real, um mundo em que não cabem diárias fartas para alguns assistirem às posses de autoridades de outros Estados, por exemplo?”.

Espaço aberto

A coluna faz questão de franquear à Dra. Kátia Rejane ou a qualquer outro membro do MPAC que porventura queira explicar, replicar ou contestar a veracidade das informações publicadas acima – bem como, se for o caso, desmentir a existência da nota.

FORA PT

O vereador da Capital e deputado estadual eleito pelo MDB, Roberto Duarte Jr., com quem conversei na tarde desta segunda-feira (22), foi enfático ao negar a nomeação de quaisquer pessoas filiadas ao PT para cargos comissionados no governo de Gladson Cameli.

Alhos e bugalhos

Segundo Duarte Jr., o alarido que inundou as redes sociais e acabou reverberado pela imprensa acreana se deu a partir da decisão de se conceder FCs (Funções de Confiança, ou ‘Funções Gratificadas’) aos servidores efetivos, conforme determina a Lei Complementar 314/2015.

Distinções

As FCs diferem das chamadas CECs (Cargos em Comissão), já que são conferidas, com exclusividade, a servidores do quadro permanente da administração pública estadual. Elas são escalonadas de 1 a 10, sendo que a FC1 tem valor de R$ 120 e a FC10, de R$ 1,2 mil. Já os cargos em comissão variam entre 1 e 7, com valores de R$ 1,3 mil e R$ 7,7 mil, respectivamente.

Explicação

“O governador autorizou que os servidores mais capazes e empenhados em suas funções fossem beneficiados com as FCs. Alguns, óbvio, também receberam gratificações nos governos anteriores, o que é normal e não caracteriza vínculo partidário, já que se trata de funcionários da administração estadural”, explicou o deputado.

Cofres vazios

Roberto Duarte Jr. afirma acompanhar as publicações do Diário Oficial do Estado, e garante que por enquanto apenas os secretários, diretores e chefes de departamento foram nomeados, em decorrência da necessidade de contenção de despesas, dado o estado crítico das contas públicas herdadas por Cameli do antecessor.

Previsão

Segundo o parlamentar emedebista, a informação que lhe foi passada por membros da equipe de governo é que o preenchimento dos demais cargos em comissão está previsto para iniciar em fevereiro. Será quando a turma da revolta começará a sorrir.

Panfletário

A Folha de S.Paulo, que nas eleições do ano passado fez campanha descarada contra o então candidato ao Palácio do Planalto pelo PSL, publicou nesta terça-feira (22) matéria crítica sobre a viagem do presidente Jair Bolsonaro e sua equipe a Davos, na Suíça. O alarido do jornal paulista se baseia no uso da aeronave ‘VC-1 Airbus A319CJ’, apelidada pela oposição ao governo do petista Luiz Inácio de Aerolula.

Chicana

O longo relato das críticas feitas à época, pelos oposicionistas, ao presidente do PT, devido à compra do Airbus, tenta nos induzir – a partir do usufruto do bem cuja aquisição outrora se repudiou – à conclusão da existência do falso moralismo disfarçado de pregação em favor da ética. E isso, francamente, não é jornalismo, mas pura chicana.

Futrica

Explico: por não haver nenhuma ilegalidade no uso da aeronave de propriedade da União para o transporte de autoridades em missão oficial, inventa-se um motivo na tentativa de se produzir um escândalo.

Do arco da velha!

E ante toda patacoada, o ridículo, claro, se torna inevitável. A matéria, a certa altura, afirma que “A Folha quis saber por que o presidente e sua comitiva não optaram por voos comerciais”. Foi quando desisti de ler o resto do texto…

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