Manifestantes invadiram ministérios do governo em Beirute e danificaram os escritórios da Associação de Bancos Libaneses, neste sábado (8), enquanto tiros eram disparados em protestos cada vez maiores após a explosão devastadora desta semana. Os protestos no Líbano seguem ao longo do domingo (9).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/y/Y/vkQh05TISRU153NF5JVw/000-1wd5fg.jpg)
Policial durante manifestação contra o governo do Líbano, em Beirute, em 8 de agosto de 2020 — Foto: Anwar Amro / AFP
Cerca de 10.000 pessoas se reuniram na praça Martyrs, algumas arremessando pedras. A polícia lançou gás lacrimogêneo quando alguns manifestantes tentaram quebrar uma barreira que bloqueava a rua que leva ao Parlamento, disse um jornalista da Reuters.
A Cruz Vermelha disse que havia tratado ferimentos em 117 pessoas, e outras 55 foram levadas ao hospital. Um incêndio começou na praça Martyrs, no centro da cidade. Um policial morreu.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/U/k/NgwBZPR1iQXAv7T8go5Q/untitled.png)
Beirute — Foto: GloboNews
Dezenas de manifestantes invadiram o Ministério das Relações Exteriores, onde queimaram uma fotografia do presidente Michel Aoun, representante para muitos de uma classe política que governou o Líbano por décadas e que dizem ser culpada pela profunda crise política e econômica.
“Ficaremos aqui. Chamamos o povo libanês para ocupar todos os ministérios”, disse um manifestante, com um megafone.

Imagens de televisão mostraram manifestantes também invadindo os ministérios da Energia e da Economia. Os manifestantes disseram que os políticos deveriam ser enforcados e punidos pela negligência que, segundo eles, levou à gigantesca explosão de terça-feira que matou 158 pessoas e feriu outras 6.000.
Dois ministros renunciam
Também neste domingo (9), dois ministros deixaram seus cargos no governo libanês.
Pela manhã, Manal Abdel Samad, ministra da Informação, foi a primeira baixa do governo desde a tragédia na região portuária de Beirute, na terça-feira (4). “Depois do enorme desastre em Beirute, apresento minha renúncia do governo”, declarou a ministra em um breve discurso na televisão. “Peço desculpas aos libaneses, não atendemos às suas expectativas”, acrescentou.
