Rio Branco, Acre,


Fluminense: Saída de Evanilson rende críticas da torcida, e Mário Bittencourt explica questão

Bittencourt lembrou que, quando assumiu a presidência, em junho de 2019, o contrato de Evanilson já estava próximo do fim (terminava em fevereiro de 2020)

Evanilson embarcou nesta terça-feira para Portugal, onde irá se apresentar ao Porto. Mas sua transferência ainda rende polêmica no Fluminense. Como o atacante pertencia à Tombense (MG) e estava no Tricolor por empréstimo, a diretoria pouco pôde fazer para segurá-lo. Em meio às críticas da torcida nas redes sociais pela forma como a saída se deu, o presidente Mário Bittencourt falou sobre o assunto.

Bittencourt lembrou que, quando assumiu a presidência, em junho de 2019, o contrato de Evanilson já estava próximo do fim (terminava em fevereiro de 2020). Ele responsabilizou a gestão anterior (de Pedro Abad) por não ter feito um vínculo longo quando o atacante completou 18 anos e por nunca tê-lo efetivado aos profissionais. Segundo ele, estes fatores foram usados como argumento pelo empresário do atleta, Eduardo Uram, para não querer fazer um novo contrato com o clube quando a administração atual o procurou.

— O empresário foi muto taxativo de que o jogador havia se sentido desvalorizado durante todo o período da gestão anterior. Porque subiram outros atletas, como o João Pedro e o Marcos Paulo, e ele ficou para trás. Então não tinha interesse em assinar um novo contrato com o Fluminense — explicou o presidente tricolor:

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— O empresário nos comunicou dizendo que atleta já havia se acertado com clube o qual o empresário tem vinculação, a Tombense, e que o máximo que ele poderia fazer era emprestar o atleta por dois anos e deixar um percentual para o Fluminense.

O Fluminense era detentor de 30% dos direitos de Evanilson — 10% dos direitos econômicos e 20% de taxa de vitrine pois o jogador foi vendido antes do fim de 2021, quando terminaria o empréstimo.

Internamente, a saída era considerada iminente. Além do Porto, Evanilson recebeu propostas do Internacional, do Grêmio, do “City Football Group” (empresa que administra clubes como o Manchester City, da Inglaterra) e o Crystal Palace, que até então estava na dianteira para ter o atacante.

Bittencourt confirmou a oferta do Crystal Palace e revelou que, se ela fosse concretizada, Evanilson permaneceria no Fluminense pelo menos até o fim do Brasileiro. No entanto, o interesse do Porto provocou uma reviravolta na história.

— Recentemente o jogador foi procrado por alguns clubes, e a principal proposta era de um clube inglês chamado Crystal Palace. Por questões da liga inglesa, a gente conseguiria que o atleta ficasse até janeiro do ano que vem e com a possibilidade de ele não conseguir se inscrever e retornar. Eu pedi que o atleta ficasse até o final do Brasileiro, e os representantes tentaram e conseguiram isso junto ao Crystal Palace. Entretanto, surgiu nova proposta, do Porto, e ela foi maior. Obviamente, não tínhamos nenhuma ingerência nessa negociação. Apenas fomos informados. Eu fiz o mesmo pleito para que ele ficasse aqui até o final do Brasileiro. Mas por vontade do clube português e do próprio atleta, com receio de se machucar, ambos optaram que ele fosse agora. Só nos cabe aceitar, porque já pegamos uma situação que estava praticamente perdida.

Sem Evanilson, Fred passa a ser a principal opção de centroavante para o técnico Odair Hellmann. No entanto, sua idade (36 anos), seu histórico de lesões e o calendário apertado de jogos obrigam a diretoria a buscar uma reposição. Bittencourt confirmou que a diretoria já estuda o mercado.

— Nós vamos avaliar se a gente vai ter condição de fazer esta reposição no mesmo nível em razão das dificuldades financeiras que temos. Por enquanto vamos observar nas próximas semanas como vamos sair dessa. Mas certamente vamos avaliar alguns nomes do mercdo. Quem sabe mercado sul-americano? A gente andou vendo alguma coisa para tentar fazer essa reposição.

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