“Dedos de covid” podem durar até 150 dias em pacientes, mostra estudo

“Dedos de covid” podem durar até 150 dias em pacientes, mostra estudo

Uma nova análise feita por médicos do Hospital de Boston e pelo Global Health Dermatology, nos Estados Unidos, mostrou que pacientes com coronavírus podem ter o chamado “dedos de covid” por mais de cem dias. A condição é uma erupção cutânea que aparece nos pés dos pacientes, mesmo com a ausência de outros sintomas.

De acordo com uma matéria da BBC, publicada em maio desse ano, o problema dermatológico não é incomum, pode aparecer em pessoas mais jovens e durar vários dias.

Na nova pesquisa, feita com centenas de pacientes que tinham a doença, os cientistas observaram que alguns deles continuavam com os sintomas na pele por vários meses após o diagnóstico. Um paciente teve dedos de covid por 130 dias, já o outro permaneceu com os sintomas por 150 dias.

“Quando começamos a observar a duração dos sinais, alguns desses pacientes estavam apresentando sintomas duradouros. Alguns há mais de 60 dias”, disse Esther Freeman, uma das autoras do estudo e diretora de dermatologia de Saúde Global do Hospital Geral de Massachusetts.

A especialista ressalta ainda que, infelizmente, não há muitas informações sobre um tratamento específico para esses pacientes. Porém, já é sabido que o problema dermatológico também provoca urticária, que pode durar cerca de cinco dias, e erupções papuloescamosas, que permanecem por 20 dias. Na nova análise, os pacientes que apresentavam o problema cutâneo também relataram tosse e fadiga persistente.

“Esses dados aumentam nosso conhecimento sobre como a covid-19 pode afetar vários sistemas de órgãos diferentes, mesmo depois que os pacientes se recuperaram de sua infecção aguda”, disse Freeman em um comunicado à imprensa. “A pele pode fornecer uma janela visual para a inflamação que pode estar ocorrendo em outras partes do corpo.”

Embora a pesquisa traga resultados promissores em relação a mais um sintoma da covid-19, a especialista afirma que o intuito não é causar pânico nas pessoas, e sim, entender como o problema persiste por tanto tempo em um grupo de pacientes.

 

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