Um internauta enviou um vĂdeo na noite deste domingo ao ContilNet, onde mostra um homem segurando um peixe elĂ©trico morto, pelo rabo. A espĂ©cie, que Ă© tĂpico da Bacia AmazĂŽnica, Ă© mais conhecida como PuraquĂȘ.
Muitas pessoas jå morreram ao chegarem perto de um desses animais, jå que sua descarga elétrica pode matar até mesmo um cavalo.
O internauta disse que o puraquĂȘ foi encontrado na enchente em Sena Madureira.
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Saiba mais sobre o PuraquĂȘ
O poraquĂȘ (Electrophorus electricus) Ă© uma espĂ©cie de peixe actinopterĂgio, gimnotiforme, que pode chegar a dois metros de comprimento e pesar cerca de vinte quilogramas. Ă uma das conhecidas espĂ©cies de peixe-elĂ©trico, com capacidade de geração elĂ©trica que varia de cerca de trezentos volts a cerca de 0,5 ampĂšres atĂ© cerca de 860 volts a cerca de trĂȘs ampĂšres.
O termo “poraquĂȘ” vem da lĂngua tupi e significa “o que faz dormir” ou “o que entorpece”[1], em referĂȘncia Ă s descargas elĂ©tricas que produz. AlĂ©m deste nome, tambĂ©m Ă© chamado de enguia, enguia-elĂ©trica, muçum-de-orelha, pixundĂ©, pixundu ou peixe-elĂ©trico (embora nĂŁo seja o Ășnico peixe-elĂ©trico existente).
Ă tĂpico da Bacia amazĂŽnica (rios Amazonas, Orinoco, Madeira), bem como dos rios do estado brasileiro do Mato Grosso, RondĂŽnia. TambĂ©m encontra-se em quase toda a AmĂ©rica do Sul.
CaracterĂsticas
O poraquĂȘ ficou conhecido mundialmente por sua capacidade de produzir descargas elĂ©tricas elevadas, suficientes para matar atĂ© um cavalo, despertando a curiosidade de muitos pesquisadores. Essas descargas sĂŁo produzidas por cĂ©lulas musculares especiais, modificadas â os eletrĂłcitos, sendo o conjunto deles denominado de mioeletroplacas. Cada cĂ©lula nervosa tĂpica gera um potencial elĂ©trico de cerca de 0,14 volt. Essas cĂ©lulas estĂŁo concentradas na cauda, que ocupa quatro quintos do comprimento total do peixe.
Um exemplar adulto possui de 2.000 a mais de 10.000 mioeletroplacas, conforme o seu tamanho. DispĂ”em-se em sĂ©rie, como pilhas de uma lanterna e ativam-se simultaneamente quando o animal encontra-se em excitação, como na hora da captura de uma presa ou para defender-se, fazendo com que seus trĂȘs ĂłrgĂŁos elĂ©tricos â o de Hunter e o ĂłrgĂŁo principal â descarreguem.
A maior parte desta energia expressiva Ă© canalizada para o ambiente, nĂŁo afetando o indivĂduo, o qual possui adaptaçÔes especiais em seu corpo, ficando, assim, como que isolado de sua prĂłpria descarga.
Apresenta coloração negra tendente ao chocolate-escuro, salpicada de pequenas manchas amarelas, vermelhas ou branco-sujo, corpo alongado, cilĂndrico, e provido apenas de nadadeira anal, que percorre grande extensĂŁo do abdome. HĂĄ exemplares em que a parte abdominal anterior Ă nadadeira Ă© vermelha e seus mĂșsculos caudais geram descargas elĂ©tricas como arma de defesa e tambĂ©m para aturdir os peixes dos quais se alimenta. Necessita vir periodicamente Ă superfĂcie (a cada oito minutos, em mĂ©dia), para respirar.
Embora pareça uma enguia, o poraquĂȘ Ă© um peixe aparentado com a carpa e o bagre. Ao contrĂĄrio destes, porĂ©m, ele captura suas presas utilizando descargas elĂ©tricas. As descargas elĂ©tricas podem chegar Ă tensĂŁo elĂ©trica de 1500 volts, com uma corrente elĂ©trica de atĂ© trĂȘs ampĂšres. Isso nĂŁo significa que haja simultaneidade dos dois valores mĂĄximos. AlĂ©m disso, o valor da corrente Ă© determinado nĂŁo apenas pela tensĂŁo aplicada, mas tambĂ©m pela resistĂȘncia elĂ©trica do alvo.
O poraquĂȘ Ă© capaz de produzir descargas elĂ©tricas de magnitude (em tensĂŁo) variada, tensĂŁo a depender apenas do animal (conforme o tamanho) â arma que usa para se defender e caçar pequenos peixes, bem como para se defender de eventuais ameaças, predatĂłrias ou nĂŁo.
De certa maneira, o poraquĂȘ comporta-se como uma bateria elĂ©trica. Seu polo negativo estĂĄ localizado na parte da frente e o polo positivo na parte de trĂĄs do corpo do animal. O choque Ă© mais forte quando ambos os polos tocam a vĂtima ao mesmo tempo.
O poraquĂȘ nĂŁo Ă©, porĂ©m, o Ășnico animal com essa propriedade. HĂĄ tambĂ©m a arraia-elĂ©trica, encontrada nos mares tropicais. No Rio Nilo, existe uma espĂ©cie de bagre que tambĂ©m produz descargas elĂ©tricas. (WikipĂ©dia)

