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20 junho, 2021 8:55 am

Após mais de 10 dias, polícia continua sem pistas dos matadores de ex-prefeito no Acre

Delegado pede ampliação de prazo para concluir investigações e admite que ainda não tem nomes

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Mais de dez dias após a execução sumária do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros, assassinado com dois tiros na cabeça quando parou o veículo que dirigia na entrada da Via Chico Mendes, em Rio Branco, a polícia não tem, ainda, nome dos mandantes ou dos executores. Foi o que admitiu nesta terça-feira (1) o delegado responsável pela investigação do caso, Marcos Cabral, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que pediu ampliação de prazo de pelo menos mais 30 dias para concluir o caso.

O delegado informou que, para não atrapalhar as investigações, pediu a decretação do segredo de justiça em relação às informações do caso. O que ele disse poder informar é que as investigações continuam e que várias pessoas já foram ouvidas, tanto em Rio Branco como em Plácido de castro.

O delegado admitiu que o assassinato foi cometido com o padrão de execução, o que denota crime de pistolagem, nos quais há sempre um mandante. A mulher de Gedeon, Lúcia Barros, ao depor, no mesmo dia do assassinato, deu pistas sobre suspeitos, mas a polícia não conseguiu fechar essas informações e por isso pediu a ampliação do prazo para concluir o inquérito.

Relembre o caso

Gedeon de Souza Barros, de 53 anos, foi assassinado na manhã de quinta-feira (20), na BR-364, na rotatória da Corrente, no bairro Santa Inês, região do Segundo Distrito de Rio Branco.

Crime ocorreu na quinta-feira/Foto: Ithamar Souza/ContilNet

Segundo informações da polícia, o ex-prefeito estava parado próximo ao Batalhão de Trabalho com uma pessoa no interior do veículo, quando foi surpreendido por dois criminosos que chegaram em uma motocicleta, o garupa desceu e de posse de uma arma de fogo, se aproximou do vidro e realizou foi tiros que acabou pegando na cabeça de Gerdeon. Após a ação, os bandidos fugiram do local.

A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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