Serial killer passa a ser réu por vender bens de vítima e lucrar R$ 25 mil

Por CAMPO GRANDE NEWS 11/06/2021 Ă s 15:41

Cleber de Souza Carvalho, 44 anos, o “FilĂ©â€, que ficou conhecido como “Pedreiro Assassino”, depois de confessar ter matado 7 homens em Campo Grande, foi denunciado mais uma vez Ă  Justiça. Ele jĂĄ Ă© rĂ©u por dois assassinatos e agora passou a ser acusado formalmente pelo terceiro homicĂ­dio. Nesse caso, tambĂ©m vai responder, por estelionato, pois vendeu a outras pessoas os bens da vĂ­tima.

As investigaçÔes indicaram que o serial killer matou José Jesus de Souza com pauladas na cabeça, enterrou o corpo, e depois comercializou os bens da vítima, um imóvel na Vila Nossa Senhora Aparecida, na região da Vila Nasser, um carro modelo Astra e uma moto CG Honda. No total, o valor arrecadado por Cleber, conforme consta dos autos, foi próximo de R$ 25 mil.

O inquĂ©rito, base informativa da denĂșncia da promotoria, localizou as pessoas que compraram os bens. A casa de JosĂ© Jesus de Souza foi dividida, entre a irmĂŁ de Cleber e um outro comprador. Foi feito atĂ© contrato. Como os imĂłveis na regiĂŁo tĂȘm origem em invasĂ”es, Ă© comum haver negociaçÔes desse tipo.

Em relação aos veĂ­culos, Cleber usou o carro para dar entrada em outro automĂłvel, alegando ter recebido em pagamento de um terreno na Vila Nasser e por  isso o documento estar em nome de outra pessoa. Quem recebeu, por sua vez, vendeu o Astra e a motocicleta a terceiros. Encontrado, o comprador disse ter tentado ir atrĂĄs de JosĂ© Jesus para fazer a transferĂȘncia, sem ĂȘxito.

Sumido 

José Jesus desapareceu em fevereiro de 2020. O pastor da igreja frequentada por ele estranhou o sumiço e denunciou à DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), responsåvel pela procura de pessoas desaparecidas em Campo Grande.

Os restos mortais só foram localizados no dia 15 de maio do ano passado, quando Cleber foi preso e confessou as mortes. O serial killer participou da escavação para encontrar a ossada, em terreno localizado na Travessa Menino Jesus, no Bairro Coophatrabalho.

No bairro, ele falava que o desaparecido havia se mudado para a Bahia, de onde era originĂĄrio.

AudiĂȘncia para ouvir testemunhas de acusação desse processo jĂĄ estĂĄ marcada para 17 de agosto pelo juiz AluĂ­zio Pereira dos Santos, da 2ÂȘ Vara do Tribunal do JĂșri.

Antes disso, a defesa recebeu prazo de 10 dias para apresentar sua manifestação em nome do cliente. No interrogatĂłrio policial, feito por videoconferĂȘncia direto do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), ele ficou em silĂȘncio.

Outros processos – O magistrado Ă© responsĂĄvel tambĂ©m pelos autos em que o “Pedreiro Assassino” Ă© rĂ©u pelas mortes de JosĂ© Leonel Ferreira dos Santos, 61 anos, achado enterrado no quintal de casa, no dia 7 de maio de 2020, quando os fatos vieram Ă  tona, e de TimĂłteo Pontes Roman, 60 anos, achado em 16 de maio de 2020, no poço da prĂłpria residĂȘncia.

Ambos os feitos estĂŁo na fase final, prestes a ter o jĂșri popular marcado. Os outros quatro casos estĂŁo na etapa de inquĂ©rito policial.

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