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14 outubro 2021 4:03 am

Deu ruim! Com receita maior que PIB do Acre, empresa de ‘Gladison’ é alvo de operação da Polícia Federal

Em uma operação, a polícia encontrou, na casa de milicianos, contratos de investimento na empresa de Gladison

POR BAND

Última atualização em 25/09/2021 17:24

Junto com o faraó dos bitcoins, Gladison Acácio dos Santos, e a esposa dele, Mirellis Zerpa, outras 20 pessoas também foram indiciadas pela Polícia Federal no caso que investiga um esquema de fraude financeira nacional. Os R$38 bilhões da G.A.S Consultoria, bloqueados pela Justiça, correspondem a valores maiores do que os PIBs do Amapá e do Acre somados.

Além do casal, 15 sócios da empresa e o setor administrativo, além de cinco intermediários também são citados no inquérito policial. Michael de Souza Magno, o “corretor das celebridades” é um dos indiciados que ainda estão foragidos.

O paradeiro de Mirellis também é desconhecido, ela integra a lista vermelha de procurados pela Interpol. No início da semana, a polícia encontrou indícios que apontam uma pré-matrícula de Zerpa em uma universidade da Califórnia. Todos os indiciados responderão por formação de organização criminosa, crime contra o sistema financeiro nacional e gestão temerária ou fraudulenta.

Os clientes que assinavam contratos com a empresa de Glaidson recebiam a proposta de ter lucros fixos mensais sobre o investimento de bitcoins. No entanto, a volatilidade das criptmoedas não garante ganhos fixos. Em apenas um mês, as moedas virtuais registraram oscilações de cerca de R$60 mil.

De acordo com o Ministério Público Federal, o dinheiro investido pelos clientes era repassado em um esquema para várias contas de Glaidson e dos sócios deles. A própria corretora financeira fechada em contrato afirmou que o rei dos bitcoins não abriu conta no nome dos clientes.

Em uma operação da Polícia Civil de ontem, contra grupos paramilitares, os agentes encontraram contratos de investimentos em bitcoins com a logo da empresa de Glaidson Acácio dos Santos, a G.A.S Consultoria, na casa de milicianos que atuam na região da Muzema, na Zona Oeste do Rio.

A investigação contra a empresa da Região dos Lagos também apura a lavagem de dinheiro através do investimento em criptomoedas. A origem dos capitais investidos também será analisada.

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