Projeto social que atende crianças de bairros periféricos com prática de artes marciais se expande no AC

Projeto social que atende crianças de bairros periféricos com prática de artes marciais se expande no AC
O projeto se expande em Rondônia e no Acre/Foto: Reprodução

O projeto Esporte pela Vida, que atende dezenas de crianças e adolescentes com a prática de artes marciais, luta e capoeira, está se expandindo em Rondônia e no Acre.

O objetivo do movimento, coordenado pelo administrador e mestre em artes marciais, Sandro Rocha, que mora atualmente em Porto Velho, é promover inserção social e autonomia entre os pequenos, incentivando, inclusive, a busca pela Educação.

“É um apoio que oferecemos para as crianças e adolescentes que precisam entender a força que o esporte e as artes têm na vida e no desenvolvimento social de todos nós, sempre ancorados na Educação”, disse Rocha à reportagem do ContilNet.

Em Rondônia, onde o projeto ganha força na capital Porto Velho, a maior parte do público é integrante de bairros periféricos e afastado dos grandes centros. “São esses lugares que precisamos alcançar com ainda mais força, porque não temos essa população assistida de forma integral, na maioria das vezes”, argumentou.

O Esporte pela Vida recebe o apoio financeiro do Governo do Estado de Rondônia e da Assembleia Legislativa, além de doações dos parceiros envolvidos. O fato é que não apenas crianças e adolescente são os beneficiados. Parte da ação envolve a entrega de cestas básicas para famílias carentes que estão diretamente ligadas ou não ao projeto.

Sandro Rocha (à esquerda) é coordenador do projeto/Foto: Reprodução

“Temos um trabalho amplo que vai desde a educação pelo esporte até a entrega de cestas básicas para as famílias, mesmo aquelas que não fazem parte diretamente do nosso projeto”, salientou.

Para que os pequenos participem da iniciativa é necessário que estejam matriculados nas escolas e participando das aulas com frequência.

O trabalho prestado por Sandro e outros inúmeros professores e técnicos é voluntário. “Nos oferecemos para fazer o que fazemos, de forma voluntária, como um compromisso de vida”, enfatizou.

Atualmente, em Rio Branco, quem atua em uma extensão do projeto com alunos da mesma faixa etária é o professor de taekwondo Jay MaMackenzie, no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), cedido pelo poder público para a realização das atividades sem fins lucrativos.

O objetivo de Rocha é estender o projeto para outros municípios do Acre com o apoio das autoridades e da sociedade civil. “Temos inúmeras crianças e adolescentes que precisam dessa inciativa, que pode até ser um resgate, por conta da situação complexa que vivemos atualmente, se tratando dos índices de violência e evasão escolar”, finalizou.

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