O arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, afirmou nesta terça-feira (12) que “para ser pátria amada nĂŁo pode ser pátria armada” durante a missa das 9h, a principal do dia no santuário.
“Para ser pátria amada seja uma pátria sem Ăłdio. Para ser pátria amada, uma repĂşblica sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmĂŁos construindo a grande famĂlia brasileira”, disse o religioso durante o sermĂŁo (veja no vĂdeo acima.)
Brandes não citou Bolsonaro, mas presidente é favorável ao armamento da população e é investigado em inquérito sobre disseminação de informações falsas que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
No sermão, o Brandes lamentou as mais de 600 mil mortes por Covid e defendeu a vacina e a ciência – ao longo da pandemia, Bolsonaro defendeu medicamentos comprovadamente ineficazes contra a doença e questionou a eficácia das vacinas.
“MĂŁe Aparecida, muito obrigado porque na pandemia a senhora foi consoladora, conselheira, mestra, companheira e guia do povo brasileiro que hoje te agradece de coração porque vacina sim, ciĂŞncia sim e Nossa Senhora Aparecida junto salvando o povo brasileiro”.
Os ministros da Cidadania, JoĂŁo Roma, e da CiĂŞncia e Tecnologia, Marcos Pontes, acompanharam a cerimĂ´nia.
Brandes citou ainda, a fome, lembrando o caso de brasileiros que buscam restos de carne em ossos pra se alimentar. E pediu uniĂŁo.
Quero pedir que cada um de nĂłs abrace o Brasil. Abrace o nosso povo. A começar pelo povo mais original, vamos abraçar os nossos Ăndios, primeiro povo dessa terra. Vamos abraçar os negros, que logo vieram fazer parte desta terra. Vamos abraçar os europeus que aqui chegaram.
HistĂłrico de crĂticas
Em 2020, Dom Orlando Brandes criticou a volta da impunidade e também as queimadas em biomas como Amazônia e Pantanal.
Já em 2019, o sermĂŁo criticou o “dragĂŁo do tradicionalismo” e disse que a “direita Ă© violenta e injusta”.

