21 de fevereiro de 2024

No Acre, Hospital do Rim tem diferencial em serviços e equipamentos de hemodiálise

Um dos diferenciais do Hospital do Rim é a hemodiálise, feita com material descartável desde 2016

O Hospital do Rim, que está no mercado acreano desde 2016, é referência na área de nefrologia com os mais modernos métodos e equipamentos para hemodiálise, sendo reconhecido nacionalmente como melhores práticas de diálise.

A unidade de saúde iniciou com especialidades na área de nefrologia, hemodiálise, diálise peritoneal e consultas. Após a construção do Hospital do Rim, os serviços foram expandidos e atualmente a unidade dispõe de centro cirúrgicos, apartamentos, laboratórios próprios, além de atendimentos em diversas especialidades.

Hospital do Rim em Rio Branco. Foto: Cedida

Um dos diferenciais do Hospital do Rim é a hemodiálise, feita com material descartável desde 2016, sendo a única clínica do Acre, e uma das poucas da Região Norte, que utiliza o material totalmente descartável, diferente das outras clínicas que reutilizam o filtro por até 20 vezes. O uso de materiais descartáveis traz mais qualidade de vida para os pacientes, que sentem a diferença já na primeira sessão, segundo a nefrologista Jarinne Nasserala.

De acordo com a nefrologista, a 5008s, é uma máquina que faz hemodiafiltração, uma modalidade de diálise diferente, que traz diminuição da mortalidade e do número de intercorrências durante o tratamento. “Essa máquina está disponível para pacientes de convênio, já que o SUS ainda não tem essa terapia. O hospital conta com três nefrologistas, todas especialistas pela Sociedade Brasileira de Nefrologista, que é um título que a sociedade confere a quem faz uma prova e passa. No Acre, só nós três temos esse título”, explica.

Conheça a máquina. Foto: Cedida

No Hospital do Rim atualmente a hemodiálise funciona em três turnos, às segundas, quartas e sextas-feiras, e nas terças, quintas e sábados. De acordo com Jarinne, são atendidos em torno de 150 pacientes e em torno de 15 pacientes em diálise peritoneal, modalidade de tratamento que o paciente faz em sua residência.

“Contamos com centro cirúrgico para confecção de fístula da artéria venosa, de cateter de diálise peritoneal, que também é um diferencial. Então, se o nosso paciente precisa fazer esse procedimento, já tem o centro cirúrgico e os apartamentos. Nós também temos laboratório próprio, funciona 24 horas, inclusive para ajudar esses pacientes em hemodiálise e estamos com a equipe multidisciplinar com psicólogo, nutricionista, assistente social e que também faz o acolhimento e o acompanhamento desses pacientes de diálise”, explicou.

As máquinas disponíveis no Hospital do Rim são de última geração. Foto: Cedida

Segundo a médica Jarinne Nasserala, há três tipos de tratamento, sendo a hemodiálise, que é feita 90% pelo hospital, pois o paciente vai até a clínica três vezes na semana, a diálise peritoneal, que é realizada em casa, que é 90% feita pela família e o transplante de rim, ainda não disponível no Acre. O Hospital do Rim atualmente conta com transporte que faz a busca dos pacientes para a realização da hemodiálise.

Hospital do Rim

O Hospital do Rim tem duas unidades com instalações modernas no estado do Acre, uma em Rio Branco e outra em Brasiléia. O complexo da capital conta com três centros cirúrgicos e com apartamentos individuais para internação, prezando pela privacidade e conforto do paciente.

Além de realizar todos os tipos de exames laboratoriais, o hospital realiza exames de tomografia, raio X, endoscopia, colonoscopia, dentre outros. Com relação às especialidades, a unidade dispõe de nefrologista, cirurgião geral, gastroenterologista, urologista, infectologista, ortopedista, traumatologista, cirurgia do aparelho digestivo, coloproctologista e nutrólogo.

A médica Jarinne Nasserala é nefrologista no Hospital do Rim. Foto: Cedida

De acordo com a médica nefrologista Jarinne Nasserala, o hospital atende desde consultas e rotinas a cirurgias de baixa e média complexidade. “A internação funciona 24 horas e realizamos, ainda, consultas de rotina. Atendemos pessoas de 14 anos, no caso das cirurgias agendadas, atendemos crianças também”.

Os centros cirúrgicos atendem pacientes adultos de todas as idades para realização de procedimentos em todas as especialidades, como remoção de amígdalas, cirurgias bariátricas, apendicite, vesícula, ortopedia, fratura, cirurgias oftalmológicas, dentre outras, acrescentou a médica. Crianças também são atendidas, mediante agendamento prévio de cirurgias.

Médicas nefrologistas especialistas pela Sociedade Brasileira de Nefrologista. Foto: Cedida

Outro diferencial é a realização de exames laboratoriais, também 24 horas por dia, conforme necessidade do paciente. Para agendamento de atendimento e informações, basta entrar em contato através dos telefones: (68) 2102-5747 e (68) 2102-0937. O telefone do Laboratório, o Labrim, é (68) 99229-3692.

Doenças renais crônicas

Segundo o Ministério da Saúde, doenças renais crônicas é um termo geral para alterações heterogêneas que afetam tanto a estrutura quanto a função renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de risco.

Segundo a médica Jarinne, a Sociedade Brasileira estima que 10% da população brasileira têm algum grau de doença renal crônica e muitas delas não sabem que têm essa doença, porque ela é silenciosa. “Ela tem estágio de 1 a 5, onde o estágio 1, uma pessoa, que às vezes pode ter só uma pressão alta ou diabetes, mas pode ter perda de proteína pela urina, mas não sente nada e o estágio 5, que é aquela que já precisa de uma terapia renal substitutiva, como a hemodiálise”, explica.

Os principais fatores de risco para as doenças renais crônicas são:

  • Pessoas com diabetes (quer seja do tipo 1 ou do tipo 2);
  • Pessoa hipertensa, definida como valores de pressão arterial acima de 140/90 mmHg em duas medidas com um intervalo de 1 a 2 semanas;
  • Idosos;
  • Portadores de obesidade (IMC > 30 Kg/m²);
  • Histórico de doença do aparelho circulatório (doença coronariana, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica, insuficiência cardíaca);
  • Histórico de Doença Renal Crônica na família;
  • Tabagismo;
  • Uso de agentes nefrotóxicos, principalmente medicações que necessitam de ajustes em pacientes com alteração da função renal.

Um dos principais fatores de risco para doença renal crônica é a diabetes e a hipertensão, ambas cuidadas na Atenção Básica, principal porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS), em uma das 42.885 Unidades Básicas de Saúde distribuídas em todo o Brasil.

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