18 de junho de 2024

Queda de avião no Acre: o que se sabe sobre o acidente que matou 12 pessoas; veja mais

O avião caiu cerca de 1800 metros depois da cabeceira da pista do aeroporto, numa região de mata fechada

Neste domingo (29), o Acre registrou o terceiro maior acidente aéreo da história, após uma queda de um avião de porte pequeno, próximo ao Aeroporto de Rio Branco. O governo do Estado confirmou a morte de 12 pessoas.

Aeronave caiu próximo ao Aeroporto de Rio Branco; 12 vítimas morreram. Foto: Corpo de Bombeiros do Acre

A aeronave que caiu tinha autorização para fazer táxi aéreo, com certificado de aeronavegabilidade válido até agosto de 2024. O avião foi identificado como modelo Cesna Caravan, com prefixo PT-MEE e pertencia à empresa amazonense Art Táxi Aéreo, que faz a linha Acre-Amazonas.

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O avião caiu cerca de 1800 metros depois da cabeceira da pista do aeroporto, numa região de mata fechada próximo a uma fazenda, às margens da na BR-364. Estavam a bordo doze passageiros – incluindo o bebê no colo de sua mãe, e dois tripulantes, o piloto e o copiloto.

O voo decolou de Rio Branco às 7h20 e caiu por volta das 7h21, segundo a empresa responsável e o aeroporto.

Vítimas

Dozes passageiros, sendo 9 adultos e uma bebê, e dois tripulantes, piloto e copiloto não resistiram ao grave acidente, morrendo no local após o avião explodir.

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O avião viajava com destino ao município de Eurinepé, no Amazonas (AM). Porém, fariam uma parada em Envira. Várias viaturas do Serviço Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu) e do Corpo de Bombeiros (CBMAC) se deslocaram para o local do acidente.

O município de Envira decretou luto oficial de três dias após a morte de quatro habitantes da cidade, que estavam na aeronave. Entre eles, estão dois empresários, uma servidora pública e uma outra mulher. Já os outros seis passageiros eram de Eirunepé.

O acidente vitimou 12 pessoas que estavam a bordo da aeronave – Foto: ContilNet

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O decreto de luto oficial foi assinado pelo prefeito Paulo Ruan ainda na tarde de domingo. Segundo o documento, o expediente em todas as repartições públicas municipais está suspendo nesta segunda-feira (30).

As doze vítimas são:

Passageiros

Alexander Bezzerra
Francisco Eulimar
Ana Paula Melo
Raimundo Nonato Melo
José Maria Epifanio
Antonio Matos
Antonia Elizângela
Edineia de Lima
Clara Maria Monteiro

Tripulantes

Cláudio Atílio Montari – piloto
Kleiton Lima Almeida – copiloto

O que causou o acidente

Até o momento, o que se sabe é que as investigações serão conduzidas pela Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), órgão da Aeronáutica, a partir de Manaus, no Amazonas.

Com a queda, um incêndio foi registrado no local do acidente/Reprodução

Versão da empresa responsável

A ART Táxi Aéreo divulgou uma nota afirmando que toda a documentação junto à Agência Nacional de Aviação (Anac) estava regularizada.

“A tripulação engajada na operação era devidamente habilitada pela ANAC, com todos os respectivos treinamentos em dia.”, diz trecho da nota.

A empresa disse ainda que acompanha as investigações e está dando “total e exclusiva” colaboração às investigações sobre a causa e que vem prestando apoio aos familiares.

Corpos identificados

Uma força-tarefa foi iniciada pelo Instituto Médico Legal na remoção dos corpos e na identificação, que deve ser realizada a partir de exames de DNA.

Posicionamento do Executivo

O governador Gladson Cameli se posicionou nas redes sociais sobre o caso.

“Um dia triste para todos os acreanos. Esta fatalidade nos faz refletir sobre nossa vida, nossas atitudes e se estamos fazendo valer nossa passagem aqui na terra. Que Deus conforte os familiares das vítimas e as receba em sua morada”, escreveu Gladson Cameli em sua mensagem.

Repercussão nacional

O acidente ganhou repercussão nacional e foi destaque no programa Fantástico, um dos mais importantes do país.

Na reportagem, o jornal explicou que a queda causou um incêndio. Foi necessário 3 horas para que os bombeiros conseguisse conter as chamas, em uma área de difícil acesso.

Uma tia de uma das vítimas concedeu entrevista ao programa. Marilene Ferreira de Melo, declarou que o sobrinho tinha dois filhos, que moravam em Manaus.

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