21 de fevereiro de 2024

Na Ponta da Língua: Minoru diz que candidatura é debatida dentro do PSDB e não descarta apoio a Alysson

O ninho dos tucanos no Acre vem articulando a candidatura de Minoru Kinpara na corrida pela Prefeitura de Rio Branco no ano que vem. Nas eleições de 2020 ele foi o 3º mais votado no pleito que elegeu Tião Bocalom prefeito da capital. Agora, em entrevista a coluna, Minoru declarou que a candidatura vem sendo debatida dentro do PSDB e mas que ainda é muito cedo para definir qual o caminho que o partido deverá seguir em 2024.

Minoru Kinpara, presidente da FEM/Foto: Juan Diaz/ContilNet

“Ainda tem muita água para passar por debaixo dessas pontes. A gente está à disposição do PSDB, que foi solicitado pela partido. Mas nós estamos discutindo”, disse.

Base governista

Minoru lembrou que o PSDB compõe a base governista de Gladson Cameli. Mais recente, o partido do governador escolheu o nome do secretário Alysson Bestene como candidato do Progressistas em 2024. Atualmente, Minoru faz parte do alto escalão do secretariado de Gladson, ocupando o cargo de presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour. Ele disse que não descarta a possibilidade de apoiar Alysson nas eleições municipais, mas pregou cautela.

“Compomos a base e colocamos o nosso nome à disposição do governador Gladson Cameli. Vamos esperar, mas a nossa relação é de construir coletivamente. Nós iremos estar onde o governo decidir juntamente com o PSDB”, disse.

Apoio a Alysson

“Eu acredito que primeiro tem que ver se de fato esse projeto vai ser construído, vai se consolidar. Havendo essa decisão, a nossa ideia é caminhar junto”, completou Minoru.

Sonho

A declaração de Minoru foi clara: ele tem o sonho de ser o candidato oficial do Governo e ser apoiado pelo governador Gladson Cameli. O que não poderia ser algo impossível. Em 2020, Gladson contrariou o próprio partido e decidiu apoiar Socorro Neri como candidata a prefeita. As pesquisas do ano que vem devem pesar na decisão do chefe do Poder Executivo.

Pedra no sapato

O sonho de Minoru pode ir por água abaixo. Acontece que a presidente do Progressistas, deputada Socorro Neri, já deixou claro que o partido vai ser protagonista nas eleições do ano que vem e trabalha para viabilizar a candidatura de Alysson Bestene. Outro nome que pesa bastante na decisão, é o da vice-governadora Mailza Assis. As duas são extremamente respeitadas por Gladson.

Não vai longe

O máximo que Minoru pode conseguir ir é ser vice-prefeito na chapa de Alysson. O que seria algo e tanto para alguém que não tem mandato e já vem a 3 eleições tentando se eleger a um cargo público e não consegue. Também seria uma ótima oportunidade para o PSDB, que vem se enfraquecendo nas últimas disputas políticas no Acre. Na Aleac, há apenas um deputado, justamente o presidente da Casa, Luiz Gonzaga, que é elogiado pelos deputados por fazer um ótimo trabalho à frente do Poder Legislativo. Gonzaga tem competência para barganhar o cargo com o governador.

Não é só os tucanos

Já começa também uma disputa entre os partidos da base para tentar indicar o vice na chapa de Alysson. Além do PSDB, o PDT, do secretário de Agricultura, Luís Tchê e o Podemos, do secretário de Esporte, Ney Amorim, já trabalham para abocanhar o cargo.

Uma define a outra

No Acre, mal termina uma eleição e a próxima já começa a ser pensada pelos políticos. É o caso de 2024. Os resultados irão servir para traçar os caminhos das eleições estaduais de 2026. Com o governador Gladson Cameli saindo do governo e disputando uma vaga no Senado Federal, a vice-governadora Mailza Assis deve concorrer ao governo pelo Progressistas. Se realmente os ventos continuarem soprando na direção que sopra hoje, o Progressistas, inclusive, deve ter um trio puro sangue nas eleições 2026.

Nome e base tem!

Ou seja, Mailza no governo, Gladson na 1ª vaga do Senado e a deputada federal Socorro Neri, a mais votada nas eleições de 2022, pode ser a surpresa na 2ª vaga do Senado Federal em 2026. Nome e base política ela tem para isso.

Um nome em Brasília

Com a ida de Socorro Neri para o Senado Federal, o Progressistas pode ter um nome forte na corrida por uma das 8 vagas na Câmara dos Deputados. O atual 1º secretário da Aleac, Nicolau Júnior tem tudo para alçar voos mais altos e decolar para Brasília em 2026. Foi o deputado estadual mais votado em 2022. Também tem nome para isso. Além dele, outro parlamentar da Aleac pode concorrer a uma vaga de deputado federal: Pedro Longo (PDT).

Nada novo

A migração de deputados estaduais para Brasília já é algo corriqueiro no Acre. Por exemplo, da atual bancada federal em Brasília, dos 8, 3 eram deputados estaduais: Roberto Duarte, Meire Serafim e Gerlen Diniz.

Destaque

Após a morte de uma atendente do Mercado do Bosque, vítima de “doença do pombo” em Rio Branco, o vereador Samir Bestene protocolo um projeto de lei na Câmara Municipal que presente combater a infestação de pombos em áreas urbanas na capital. Fica aqui o registro pela iniciativa do parlamentar.

LDO

A LDO do Governo Federal pode ter um destaque importante para o Acre, proposto pelo senador Alan Rick. O Anexo de Prioridades da matéria que irá definir os gastos públicos do governo federal para 2024, recebeu emendas para criar metas ou aumentar as existentes. O senador do Acre apresentou emenda para recuperar estradas vicinais no estado. O texto final deve ser votado nesta semana pela Comissão Mista do Orçamento.

Off

– O caso do delegado-geral da Polícia Civil voltou a ser pauta na Assembleia Legislativa;
– Henrique Maciel foi pego para Cristo e virou a persona non grata da Oposição na Casa;
– Edvaldo Magalhães, Michelle Melo e Emerson Jarude, a tríade da Oposição, passaram a sessão desta semana criticando o delegado-geral;
– A verdade é que o caso virou uma perseguição política, um prato cheio para a oposição;
– Ora! Se não há investigação contra Henrique Maciel e nenhum ato ilegal comprovado, qual o motivo da campanha pela queda do delegado?
– Vergonha inclusive para a Base de Gladson;
– O único deputado governista que subiu no parlamento para defender Henrique Maciel foi Eduardo Ribeiro, do PSD, partido de Sérgio Petecão;
– O parlamentar disse o óbvio: a presunção de inocência deve prevalecer;
– Ribeiro, inclusive, poderia ser facilmente um bom líder da base de Gladson;
– A troca seria justa, já que Manoel Moraes toda vez que sobe no plenário é engolido pela oposição;
– A escolha de Eduardo como líder poderia ainda mais, trazer o PSD de Petecão de vez para a base e garantir que a relação entre o senador e o governador fosse reatada;

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