Mais de 5 mil casos de violĂȘncia domĂ©stica foram registrados no Acre em 2024

A Lei Maria da Penha (Lei nÂș 11.340/2006) foi criada para coibir e prevenir agressĂ”es contra mulheres

Por Suene Almeida, ContilNet 21/01/2025 Ă s 09:46 Atualizado: hĂĄ 1 ano

Dados do Sistema Nacional de InformaçÔes de Segurança PĂșblica (Sinesp) revelam que em 2024 o estado do Acre registrou 5.470 boletins de ocorrĂȘncia por violĂȘncia domĂ©stica. Destes, 97% foram crimes contra mulheres.

Ao todo, foram registrados 5.313 boletins por violĂȘncia domĂ©stica contra mulheres. O Sinesp Ă© uma plataforma integrada de informaçÔes, que permite consultas operacionais, investigativas, sobre segurança pĂșblica.

Mais de 5 mil casos de violĂȘncia domĂ©stica foram registrados no Acre em 2024

Foram registrados mais de 5 mil casos de violĂȘncia domĂ©stica em 2024/ Foto: Reprodução

Outro nĂșmero importante Ă© o de ligaçÔes feitas para o 180 no estado do Acre, que atĂ© julho de 2024 tinha recebido 213 denĂșncias de violĂȘncia contra mulher. O aumento foi de 35,67% com relação ao mesmo perĂ­odo, em 2023. Do total de ligaçÔes, 116 foram realizadas pelas prĂłprias vidas.

A Lei Maria da Penha: proteção e desafios no combate Ă  violĂȘncia contra a mulher 

A Lei Maria da Penha (Lei nÂș 11.340/2006) foi criada para coibir e prevenir agressĂ”es contra mulheres.  Ganhou o nome em homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes, vĂ­tima de violĂȘncia por parte de seu companheiro por mais de duas dĂ©cadas.

AlĂ©m de endurecer as penalidades para os agressores, a legislação estabelece medidas protetivas de urgĂȘncia, como o afastamento do agressor e a proibição de contato com a vĂ­tima. TambĂ©m prevĂȘ polĂ­ticas pĂșblicas para acolhimento e assistĂȘncia Ă s mulheres em situação de violĂȘncia.

Apesar de ativa, a Lei Maria da Penha ainda enfrenta desafio, como por exemplo, a escassez de delegacias especializadas e de casas de acolhimento para vítimas em muitas regiÔes do país, o que dificulta o acesso à proteção necessåria.

AlĂ©m disso, a falta de capacitação adequada de agentes pĂșblicos para lidar com casos de violĂȘncia domĂ©stica pode resultar em respostas pouco eficazes e atĂ© mesmo casos reincidentes de violĂȘncia.

Outro obstĂĄculo Ă© o silĂȘncio de muitas vĂ­timas, que, por medo, dependĂȘncia financeira ou falta de informação, acabam nĂŁo denunciando os agressores.

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