Trump cogita tarifar Brasil em 100% e aplicar sanções militares, dizem bolsonaristas

Ameaça surge como resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal que impôs medidas cautelares e o uso de tornozeleira eletrônica a Jair Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro e Trump. Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, comunicou a aliados de Jair Bolsonaro que as sanções contra o Brasil devem ser ampliadas já na próxima semana. A ameaça surge como resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal que impôs medidas cautelares e o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente, aprofundando o isolamento do bolsonarismo no cenário interno e elevando a pressão internacional sobre as instituições democráticas brasileiras.

Eduardo Bolsonaro e Trump. Foto: Reprodução

De acordo com interlocutores do governo americano ouvidos por bolsonaristas, Trump teria classificado a decisão do ministro Alexandre de Moraes como uma “declaração de guerra” contra ele e os Estados Unidos. Entre as sanções cogitadas estão o aumento das tarifas de importação de produtos brasileiros de 50% para 100%, medidas conjuntas com a Otan e restrições tecnológicas como o bloqueio de acesso a satélites e ao sistema GPS.

Além disso, o governo Trump estuda aplicar a Lei Magnitsky contra Moraes e outros ministros do STF, o que poderia implicar em sanções financeiras pessoais e restrições diplomáticas. As ameaças, embora vistas como tentativa de ingerência sobre o Brasil, alimentam o discurso da extrema direita bolsonarista, que busca apoio externo para desestabilizar o sistema judiciário e fragilizar a democracia.

As investidas de Trump em apoio a Bolsonaro ocorrem justamente no momento em que o ex-presidente brasileiro enfrenta o cerco da Justiça por sua participação em articulações golpistas. Bolsonaro cumpre agora medidas restritivas severas, como o monitoramento eletrônico, o recolhimento domiciliar noturno e a proibição de comunicação com outros investigados, incluindo seu filho Eduardo Bolsonaro.

Em paralelo, bolsonaristas tentam transformar o embate jurídico em narrativa de perseguição política, buscando deslegitimar o Supremo Tribunal Federal e projetar no cenário internacional um conflito artificial entre o Brasil e os EUA. A estratégia visa tensionar o ambiente político interno, sobretudo em um contexto de enfraquecimento das lideranças da extrema direita no país.

Mesmo diante das ameaças externas, o STF e as instituições brasileiras mantêm firmeza na defesa da soberania nacional e da democracia. As tentativas de interferência estrangeira não encontram respaldo no campo democrático brasileiro, que repudia qualquer tipo de pressão internacional sobre as decisões do Judiciário.

PUBLICIDADE

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.