O município acreano de Marechal Thaumaturgo, na fronteira com o Peru, vai sediar entre os dias 14 e 18 de outubro a cerimônia de abertura da Copa das Árvores, competição que busca unir esporte, cultura e preservação ambiental. O evento ocorrerá em território do povo kuntanawa e marcará a prévia do torneio oficial, previsto para iniciar em 2026 e se estender até 2030.

Acre se torna sede de campeonato indígena que valoriza cultura e meio ambiente | Foto: Reprodução
A iniciativa reunirá 16 povos indígenas, além de comunidades tradicionais, em uma programação que inclui jogos de futebol, feiras de bioeconomia e apresentações culturais. A expectativa é de que cerca de 800 pessoas participem das atividades, que também terão espaço para debates ambientais e exposição de produtos da floresta.
Na solenidade de abertura, está prevista uma luta amistosa entre o ex-lutador de MMA Bibiano Fernandes e um atleta do povo yanawá, além do plantio simbólico de sementes. Haverá ainda música, dança e exibição de arte indígena, reforçando o caráter cultural do encontro.
Segundo o idealizador do projeto, Haru Kuntanawa, o objetivo do campeonato é estimular a juventude indígena a se engajar na defesa do meio ambiente. Ele destaca que os times participantes assumem compromisso de realizar ações sustentáveis em seus territórios, como plantio de árvores e incentivo à agrofloresta.
O projeto já arrecadou cerca de R$ 500 mil por meio de parcerias com órgãos públicos, empresários e campanhas internacionais de doação. A mobilização continua para financiar as próximas etapas do campeonato.
Para os organizadores, a Copa das Árvores representa mais que um torneio esportivo. É uma oportunidade de fortalecer a identidade dos povos indígenas, gerar renda com a bioeconomia e mostrar que o esporte pode ser aliado na conscientização ambiental e na prevenção a problemas sociais como o uso de drogas e álcool entre jovens.
