“Desculpe os erros, tomei metanol”, brincou advogado antes de morrer

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A Polícia Civil de São Paulo investiga se a morte do advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco, de 51 anos, foi causada por intoxicação por metanol. O advogado morreu na madrugada de quarta-feira (1º/10), após passar mal em uma rua de Higienópolis, região central da cidade.

De acordo com o boletim de ocorrência, uma testemunha acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar (PM) em razão de ver o homem passando mal, convulsionando e com dificuldade de respirar, sintomas da intoxicação por metanol.

14 imagensAutoridades paulistas realizam operações contra a intoxicação por metanol em bebidasAutoridades apreenderam em um mercadinho mais de 40 garrafas de whisky, gin e vodcaProcon participa da operação tambémPolícia de SP diz que investiga quatro casos de contaminação por metanol na capital e mais quatro na Grande SPUm estabelecimento no Jardins, outro na Mooca, um na Vila Mariana e outro em São Bernardo foram interditadosFechar modal.1 de 14

Peritos analisam destilados em SP

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Autoridades paulistas realizam operações contra a intoxicação por metanol em bebidas

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Autoridades apreenderam em um mercadinho mais de 40 garrafas de whisky, gin e vodca

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Procon participa da operação também

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Polícia de SP diz que investiga quatro casos de contaminação por metanol na capital e mais quatro na Grande SP

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Um estabelecimento no Jardins, outro na Mooca, um na Vila Mariana e outro em São Bernardo foram interditados

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Entre terça e quarta, foram apreendidas 800 garrafas de bebidas alcoólicas suspeitas de adulteração

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Vigilância Sanitária trabalha em conjunto com a Policia Civil de SP

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Duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento na intoxicação por metanol

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Só nesta terça-feira, 112 garrafas de vodca foram apreendidas em diversos pontos da capital paulista

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Os bares estão sendo interditados de maneira cautelar

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Operação apreendeu 50 mil garrafas de bebidas adulteradas

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Quatro estabelecimentos foram interditados e um proibido de vender bebidas alcoólicas após operação em SP

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Vigilância Sanitária interditou alguns estabelecimentos em SP

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Luiz Pacheco chegou a fazer uma brincadeira sobre a substância em um grupo de mensagens. “Desculpe os erros, tomei metanol”, escreveu ele, pouco antes de parar de responder os contatos.

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Ao Metrópoles, uma amiga do advogado reforçou que a mensagem “foi apenas uma brincadeira, nada concreto que tenha contribuído para a causa da morte”.

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O advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco

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O advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco

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O advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco

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O registro policial ainda indica que o homem estava em um bar e pegou um carro de aplicativo para outro estabelecimento antes de parar de responder os contatos.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que o caso é investigado e os resultados dos laudos serão analisados para contribuir com o esclarecimento da morte.

Quem era Luiz Pacheco

  • Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco começou a carreira em 1994, quando ingressou na banca de advocacia de Márcio Thomaz Bastos.
  • Ele se formou em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 1996.
  • Pacheco atuou no caso do Mensalão, defendendo o então deputado José Genoino (PT-SP). Ele também foi sócio-fundador do Prerrogativas, grupo de juristas pró-PT.
  • Além da atuação profissional, Pacheco ocupou cargos relevantes na advocacia e na política de defesa dos direitos: foi conselheiro da OAB/SP em diferentes mandatos (2019-2021 e 2022-2024), presidente da Comissão de Prerrogativas da seccional paulista e vice-presidente do Conselho Deliberativo do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD). Ele também integrou o Conselho Nacional Anti-Drogas da Presidência da República.
  • Nos últimos anos, atuava em seu próprio escritório, Luiz Fernando Pacheco Advogados, no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo.

Intoxicação por metanol

De acordo com o último balanço divulgado pela Secretaria da Saúde do estado de São Paulo, são 37 casos registrados desde o mês de setembro — 27 suspeitos e 10 confirmados. A pasta também atualizou o número de mortes para 6 — 5 sob investigação e uma confirmada.

Comércios foram interditados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal: quatro bares e duas distribuidoras, localizados nos bairros Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins e Mooca, na capital, e na cidade de São Bernardo do Campo e Barueri, na Grande São Paulo.