Trump impõe prazo de 72 horas ao Hamas para aceitar acordo de paz em Gaza

Hamas analisa proposta, mas ainda não apresentou resposta oficial ao ultimato

Trump impõe prazo de 72 horas ao Hamas para aceitar acordo de paz em Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um ultimato ao Hamas para que aceite até este domingo (5) o plano de paz proposto por Washington para a Faixa de Gaza. Segundo ele, caso o grupo rejeite a proposta, enfrentará “um inferno como nunca visto antes”.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (3) na rede Truth Social, onde Trump fixou 18h, no horário local, como limite para a resposta — o que corresponde às 19h em Brasília. “Todos os países assinaram! Se este acordo de última oportunidade não for aceito, um inferno vai se instalar contra o Hamas”, escreveu.

Na mesma publicação, o presidente norte-americano pediu que civis palestinos deixem “imediatamente” as áreas consideradas de risco, orientando-os a buscar refúgio em regiões mais seguras. Entretanto, ele não detalhou quais locais poderiam servir de destino.

Hamas analisa proposta, mas ainda não apresentou resposta oficial ao ultimato/Foto: Reprodução

O plano de paz, apresentado na segunda-feira (30) ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, prevê cessar-fogo imediato, libertação de reféns em até 72 horas, desarmamento do Hamas, retirada gradual das tropas israelenses e a criação de uma autoridade transitória, que seria supervisionada pelo governo americano.

Até o momento, o Hamas declarou apenas que está avaliando a proposta e ainda não apresentou uma resposta oficial ao ultimato. Paralelamente, os EUA vêm sugerindo que uma “zona humanitária” em Al-Mawasi, na costa de Gaza, funcione como área de deslocamento seguro para civis afetados pelo conflito.

O ultimato ocorre em meio a uma escalada de violência na região. Israel intensificou sua ofensiva desde meados de setembro, especialmente na Cidade de Gaza, considerada pelo governo israelense o último reduto do Hamas. A guerra, iniciada em outubro de 2023, já deixou dezenas de milhares de mortos e agravou a crise humanitária que atinge os cerca de dois milhões de habitantes do enclave.

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