Estádio José de Melo pode virar centro comercial e residencial em Rio Branco; Prefeitura negocia

Na reunião desta segunda-feira, o poder público municipal e a diretoria do Estrelão voltaram a discutir o projeto, os valores envolvidos e as exigências do clube

CT José de Melo, Centro de Rio Branco/Foto: Arquivo pessoal/Walcimar Junior

A Prefeitura de Rio Branco e o Rio Branco-AC iniciaram negociações preliminares para discutir o futuro do Centro de Treinamento José de Melo, localizado na região central da capital acreana. A proposta em debate prevê a transformação da área em um empreendimento moderno, com prédios comerciais e residenciais.

As tratativas começaram no início de dezembro, quando o prefeito Tião Bocalom apresentou a ideia ao presidente eleito do Estrelão, Gerson Boaventura, acompanhado por integrantes da diretoria do clube. As conversas avançaram nesta segunda-feira (22), quando as partes voltaram a se reunir.

CT José de Melo, Centro de Rio Branco/Foto: Arquivo pessoal/Walcimar Junior

Durante o encontro, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra) apresentou um estudo técnico sobre o terreno do CT José de Melo, que estimou o valor da área entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões. A avaliação, porém, não agradou a diretoria do Rio Branco-AC e já representa um impasse inicial nas negociações.

A proposta da Prefeitura envolve não apenas a compra do terreno, mas também a construção de um novo centro de treinamento para o clube e o repasse de receitas provenientes de aluguéis de salas comerciais ou unidades residenciais que venham a integrar o empreendimento.

Em entrevista ao Globo Esporte Acre, Gerson Boaventura detalhou a concepção do projeto. “A ideia deles é ocupar essa área e fazer um centro comercial e residencial, inclusive com casas populares. A Prefeitura tem esse compromisso de atender o público de baixa renda e dar uma nova cara ao Centro”, afirmou.

Segundo o dirigente, o clube também seria beneficiado financeiramente. “Imagina um empreendimento aqui? Teríamos outra realidade. O Rio Branco receberia parte de um valor, ganharia um novo CT e ainda teria rendimento de aluguéis para se manter. É tudo muito embrionário, mas vamos avançar”, disse.

Na reunião desta segunda-feira, o poder público municipal e a diretoria do Estrelão voltaram a discutir o projeto, os valores envolvidos e as exigências do clube, que colocou como prioridade a garantia de receitas que assegurem sua sustentabilidade financeira.

De acordo com Boaventura, uma nova reunião já foi encaminhada. “Ficou estabelecido que vamos levar, com base científica e técnica, valores passíveis de negociação. A Prefeitura apresentou um valor que consideramos muito baixo. Agora, com o apoio do Marcelo Moura, que é sócio proprietário do clube, vamos solicitar um estudo técnico-científico para retornar a uma nova rodada de negociação”, explicou.

A Prefeitura de Rio Branco ainda não divulgou detalhes oficiais sobre o empreendimento e trata o tema com cautela. O mesmo posicionamento é adotado pelo Rio Branco-AC.

“O que está em discussão não é uma decisão da presidência. Isso precisa passar pelo conselho superior e pelos sócios do Rio Branco. Uma mudança desse porte é muito radical. Meu papel é conduzir as negociações, mas tudo terá que ser deliberado pelo conjunto de sócios do clube”, concluiu Gerson Boaventura, também em entrevista ao Globo Esporte Acre.

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