A Globo divulgou sua programação de fim de ano e, embora a lista inclua grandes eventos musicais e nomes de peso, o que chama atenção é a decisão de recorrer a duas reprises em um período que, historicamente, sempre foi sinônimo de produção inédita e de formatos especiais criados exclusivamente para dezembro.
A emissora, que construiu uma tradição de encerrar o ano com projetos grandiosos, musicais exclusivos e encontros planejados para surpreender o público, agora preenche duas datas importantes com conteúdos já exibidos em 2025. No dia 11, volta ao ar “Novela em Sinfonia”, apresentado por Tony Ramos. E no dia 26, a Globo reprisa o “Show dos 60 Anos”, uma superprodução recente que celebrou a história da casa. As reapresentações destoam de um período tradicionalmente conhecido por frescor e inovação.
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Esse contraste fica ainda mais evidente diante do calendário musical, que concentra o que há de inédito. Nesta terça-feira (9), às 22h30m, vai ao ar o “Prêmio Multishow 2025”, apresentado por Kenya Sade e Tadeu Schmidt, em edição que homenageia Gilberto Gil.
Já no dia 16, a Globo exibe a turnê “Caetano e Bethânia Ao Vivo”, logo após “Três Graças”. O reencontro dos irmãos no palco depois de 46 anos é um dos pontos altos da programação e chega à TV com forte apelo artístico e emocional.
E, na semana seguinte, no dia 23, vai ao ar o “Especial Roberto Carlos – Noite Feliz”, gravado em Gramado, com participações de João Gomes, Jorge Ben Jor, Fafá de Belém, Sophie Charlotte e Supla.
São atrações fortes, mas que convivem com o incômodo provocado pelas reprises. Para uma emissora que sempre tratou dezembro como um espaço de experimentação, lançar mão de conteúdos repetidos — e recentes — enfraquece a tradição do período. A Globo tem brilho na programação, mas este ano parece menos ousada e mais cautelosa, justamente num mês que sempre funcionou como vitrine de criatividade.
E num momento em que o público acompanha tudo com mais crítica e cobrança, apostar em reprises no fim do ano passa a impressão de uma emissora menor do que a própria história construiu.
