A cidade de Sena Madureira abriga uma história rara e impressionante. Moradora do bairro da Pista, Maria Justina da Silva alcançou a marca de 115 anos de idade, sendo considerada uma das pessoas mais idosas em vida no mundo. Nascida em 15 de setembro de 1910, ela atravessou mais de um século de mudanças sociais, culturais e históricas no Brasil.

Mesmo com as limitações impostas pelo tempo, como a perda da visão, a idosa mantém a lucidez e surpreende pela disposição dentro da rotina diária | Foto: ContilNet
Natural do município de Baturité, no Ceará, Maria Justina chegou ao Acre ainda jovem, trazida pelo pai. No Estado, construiu sua trajetória de vida, inicialmente na zona rural, onde viveu por vários anos, até se estabelecer denfiitivamente na área urbana de Sena Madureira. Mesmo com as limitações impostas pelo tempo, como a perda da visão, a idosa mantém a lucidez e surpreende pela disposição dentro da rotina diária. Ela consegue se levantar sozinha, alimentar-se regularmente e passar parte do dia sentada na sala antes de retornar ao quarto para descanso.
Os cuidados são garantidos pela família, principalmente pela filha Raimunda Nonata da Silva, de 67 anos, e pela nora Jozineide, que acompanham de perto a rotina da idosa. Para a filha, cuidar da mãe é um compromisso firmado pelo afeto e pela gratidão, reforçando o vínculo familiar construído ao longo das décadas.
A alimentação simples faz parte do cotidiano de dona Maria Justina. Caldos, frutas e refeições leves são alguns dos alimentos preferidos, contribuindo para o seu bem-estar. Segundo familiares, esses hábitos refletem um estilo de vida tranquilo, mantido mesmo após tantos anos. Mãe de cinco filhos, Maria Justina superou amplamente a expectativa de vida média do brasileiro, que atualmente é de 76,6 anos, conforme dados do IBGE. Sua história coloca Sena Madureira em evidência quando o assunto é longevidade extrema.
No Brasil, a pessoa mais velha em vida é a freira Inah Canabarro Lucas, de 116 anos. Ainda assim, a trajetória de Maria Justina da Silva reforça que histórias extraordinárias também fazem parte do cotidiano de pequenos municípios do interior do país.
