Novos depoimentos colhidos pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) trazem à tona o horror vivido pelas vítimas da rede liderada pelo piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos. Uma das adolescentes revelou à Polícia Civil que os abusos eram facilitados pela própria avó, Denise Moreno, que organizava “encontros” onde as netas eram submetidas a crimes bárbaros, incluindo um episódio de estupro coletivo sofrido por uma das meninas quando tinha apenas 11 anos.
Denise Moreno, que trabalhava como inspetora em uma escola estadual de São Paulo, foi presa junto com o piloto na Operação Apertem os Cintos. Segundo as investigações, ela ocupava posição central no esquema, utilizando sua autoridade sobre as crianças para lucrar com a exploração sexual das menores.

Reprodução/Polícia Civil
O papel da avó e do “Tio Sérgio” no esquema
A investigação aponta que Denise tratava o abuso das netas como uma fonte de renda. Testemunhas relataram episódios em que as meninas eram entregues a homens mais velhos sob forte resistência e medo. Sérgio Antônio Lopes mantinha uma relação articulada com a idosa, sendo apresentado às crianças como uma figura de confiança — o “tio Sérgio”.
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Controle e Ameaça: O piloto custeava despesas da família e utilizava ameaças para garantir o silêncio das vítimas.
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Aliciamento Escolar: O investigado incentivava as vítimas a apresentarem colegas de escola, expandindo a rede de abusos.
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Prisão em Congonhas: O piloto foi detido dentro de uma aeronave da Latam, prestes a decolar, nesta segunda-feira (9/2).
Operação Apertem os Cintos e Crimes Investigados
Além de Sérgio Antônio Lopes e Denise, uma terceira suspeita, Simone da Silva, foi presa em flagrante com material de pornografia infantil. O inquérito, iniciado em outubro de 2025, apura uma estrutura organizada com divisão de funções e indícios de crimes reiterados por mais de uma década.
Os investigados respondem por estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição, produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, uso de documento falso e coação. Em nota, a Latam afirmou que abriu uma apuração interna e repudia qualquer ação criminosa, colocando-se à disposição das autoridades.
As vítimas já identificadas recebem acompanhamento especializado, enquanto a Polícia Civil trabalha para identificar outras crianças que possam ter sido aliciadas pela rede coordenada pelo piloto e pela ex-inspetora escolar.
Fonte: Polícia Civil / Metrópoles
Redigido por: ContilNet
