Em Cruzeiro do Sul, o balé tem ganhado cada vez mais espaço entre crianças, jovens e adultos que buscam na dança uma forma de expressão e bem-estar. Mais do que uma prática artística, a atividade envolve disciplina, concentração e controle corporal, contribuindo também para o equilíbrio emocional e para a qualidade de vida dos praticantes.
A bailarina e professora Laura Cavalcanti, de 20 anos, conta que o balé faz parte da sua vida desde a infância. Ela começou a dançar ainda criança e hoje soma cerca de 16 anos dedicados à arte.

Aulas de balé reúnem alunos de diferentes idades em momentos de aprendizado/ Foto: ContilNet
“Eu entrei no balé com mais ou menos três ou quatro anos de idade. Foi uma paixão à primeira vista. Eu costumo dizer que não escolhi o balé, o balé que me escolheu. Hoje o balé é a minha vida, é o que me faz feliz”, relata.
Em 2026, Laura iniciou uma nova etapa na carreira ao assumir também o papel de professora de balé em um projeto realizado na Clínica Vitale. As aulas atendem desde crianças a partir de três anos de idade até adultos interessados em aprender a dança.
Segundo ela, apesar de muitas pessoas acreditarem que o balé deve começar apenas na infância, adultos também podem iniciar a prática e aprender a técnica.

Prática da dança envolve técnica, disciplina e desenvolvimento da coordenação motora/ Foto: ContilNet
“Muita gente pensa que para ser bailarina precisa começar desde pequena. Claro que iniciar cedo tem vantagens pela flexibilidade natural do corpo, mas o adulto também aprende bem a técnica porque tem mais facilidade de concentração”, explica.
Nas aulas, o processo começa com alongamentos e aquecimento, preparando o corpo antes dos exercícios técnicos. A atividade também inclui momentos de aprendizado teórico sobre a dança.
Além do desenvolvimento artístico, o balé traz diversos benefícios para a saúde. Entre eles estão melhora da postura, fortalecimento muscular, equilíbrio, coordenação motora e autoestima.
A psicóloga Jusileide Martins da Silva é uma das alunas adultas do projeto e relata mudanças positivas desde que iniciou as aulas.

Prática da dança envolve técnica, disciplina e desenvolvimento da coordenação motora/ Foto: ContilNet
“Eu conheço o balé desde criança, mas não tive condições de fazer na época. Hoje estou tendo essa oportunidade. Já tem cerca de quatro meses que comecei e percebi melhora no equilíbrio, na flexibilidade, no sono e também na ansiedade”, afirma.
Para ela, a prática também ajuda no bem-estar emocional e mostra que o balé não é exclusivo para crianças.
“O balé trabalha tanto a parte física quanto emocional. Muitas pessoas pensam que é só para criança, mas aprender algo novo na fase adulta e ter um hobby como esse é algo maravilhoso”,
destaca.
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A experiência tem mostrado que a dança pode ser uma ferramenta de qualidade de vida e desenvolvimento pessoal, abrindo espaço para que pessoas de diferentes idades descubram no balé uma forma de expressão, saúde e bem-estar.
