A alta no preço do petróleo no mercado internacional já acende o alerta no comércio acreano. Com o barril abrindo o mercado com aumento de US$ 10, a expectativa é que gasolina, diesel e gás de cozinha sofram reajustes – e isso pode impactar diretamente o preço de produtos vendidos no estado. Para o assessor da presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), Egídio Garó, o reflexo na economia local é praticamente inevitável.
“Sim, devemos sentir aumento na gasolina, no diesel e no gás”, afirmou.
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Segundo ele, a consequência vai além das bombas dos postos. “É um efeito cascata. Aumenta o combustível, aumenta o frete. E os produtos chegarão mais caros no Acre”, explicou.
Garó ressalta que o consumidor não deve perceber a mudança imediatamente. “Não perceberemos de forma imediata. Somente quando as primeiras remessas externas chegarem, forem beneficiadas e distribuídas é que o impacto ficará mais evidente”, destacou.
O assessor lembra que o Acre depende majoritariamente do transporte rodoviário para abastecimento, o que torna o estado mais sensível às oscilações no preço do diesel.
“Quando o custo do transporte sobe, isso é repassado ao longo da cadeia até chegar ao consumidor final”, pontuou.
Com isso, itens como alimentos vindos de outros estados, produtos industrializados e até materiais de construção podem sofrer reajustes nos próximos dias. “Leva alguns dias ainda, mas o impacto deve acontecer”, concluiu.
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estratégico por onde passa aproximadamente 20% de todo o petróleo produzido no mundo.
“Pode disparar. O Estreito de Ormuz fica entre o Irã e os Emirados Árabes. Se você olhar no mapa, vai ver que ali tem um afunilamento do oceano. Por ali passa 20% da produção de petróleo do mundo. E o Irã, propositalmente, fechou”, explicou Moura.
De acordo com ele, o mercado internacional reage não apenas a fatos concretos, mas principalmente às expectativas.
