Redes e ódio: viralização de ataques contra mulheres acende alerta

Crescimento da "machosfera" e apologia à agressão motivam ações no Ministério Público e novos projetos de lei

Redes e ódio: viralização de ataques contra mulheres acende alerta
Foto: Reprodução/TikTok

Vídeos que simulam violência física contra mulheres que recusam investidas românticas estão se espalhando pelas redes sociais, gerando forte reação de autoridades e especialistas.

O fenômeno, impulsionado por grupos da chamada machosfera, ocorre em um cenário crítico: o Brasil registrou 1.547 feminicídios em 2025, uma média de quatro casos por dia.

Grupos de Risco e Discurso de Ódio

A propagação desses conteúdos é alimentada por comunidades específicas que promovem a misoginia:

  • Red Pills: Defendem que homens são “oprimidos” pela sociedade moderna.

  • Incels: Homens que culpam as mulheres por sua frustração afetiva e sexual.

A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) denunciou perfis ao Ministério Público, reforçando a urgência de regulamentar as plataformas para evitar que crimes de ódio sejam tratados como “brincadeira” ou “liberdade de expressão”.

Implicações e Punições

Juridicamente, a criação dessas “trends” pode configurar incitação ao crime. Se um seguidor agredir uma mulher replicando o vídeo, o autor do conteúdo original também pode responder criminalmente. Atualmente, o Senado avalia um projeto que prevê até 5 anos de prisão para o crime de misoginia.

Dados alarmantes de 2026: Apenas em janeiro deste ano, o país registrou 131 feminicídios (alta de 5%) e cerca de 168 estupros diários. Autoridades reforçam que denúncias devem ser feitas pelo Ligue 180.

Fonte: Agência Brasil
Dirigido por ContilNet

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